segunda-feira, 16 de novembro de 2015

O que está acontecendo com os fóruns de guitarra ?!

Olá !

Até há poucos anos atrás tínhamos vários fóruns de guitarristas, comunidades ativas e populosas, onde os músicos iam para trocar informações, pesquisar equipamentos, participar de jams ou simplesmente jogar conversa fora.

Um a um estes fóruns foram morrendo, os que sobraram têm um número ínfimo de acessos, até ele, "o maior fórum da internet", onde era comum ver mais de 200 usuários logados com novos posts a cada segundo está quase que parado, ficando por vezes quase que um dia inteiro sem um novo post, subsiste apenas pela presença de meia dúzia de bons usuários...

O que está acontecendo com os fóruns de guitarra ?

Nada.

Apenas não aguentaram a concorrência do Facebook e outras mídias. Antes, existia uma imensa carência de informações técnicas e os fóruns foram os canais que concentravam essa demanda por informações, ainda que seu acervo de informações fosse desorganizado e comprometido por informações errôneas e de baixa qualidade.

Acontece que temos hoje um excesso de informações. Quem quiser ver a review de um instrumento basta pesquisar no youtube e provavelmente encontrará dezenas de vídeos a respeito. Existem ainda as redes sociais, revistas, os blogs e os sites internacionais.

Apesar de toda essa evolução, considero que ainda exista uma certa carência de informações de qualidade, tem muita gente hoje que é patrocinada ou recebe dinheiro dos fabricantes e lojistas para "elogiar" determinados instrumentos, mas isso é outra estória...

Mas a verdade é que os fóruns não souberam acompanhar a evolução da internet, não investiram em aperfeiçoar suas interfaces, em melhorar a qualidade da moderação (quem gosta de ser moderado ou banido injustamente ?...), em organizar melhor seu acervo de informações e, principalmente, em reconhecer que a maior parte da qualidade do seu conteúdo era gerado por poucos usuários que participavam sem nenhum reconhecimento.

Assim fica difícil, não ?

RIP Fóruns !


quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Projeto do Blog: Volta, Eldo Pop !



Início da década de 70, o Brasil, sob pesada ditadura militar, era quase um país fechado ao mundo, não era possível importar coisa alguma, viajar ao exterior era coisa para poucos, quem tinha uma calça jeans importada era considerado um sortudo...

Tirando o que se tocava nas rádios, pouco se sabia do que acontecia na cena cultural internacional, ser roqueiro no Brasil nessa época era ser uma espécie de alienígena e se sentir como uma formiga aprisionada em uma geleia fedorenta feita de futebol, carnaval, samba e novelas de tv, pois estes eram os únicos assuntos que pareciam existir !

Pois bem, em um dia como qualquer outro, um adolescente gira o dial FM de uma radiola valvulada (que sonzão tinham !) e acha uma emissora tocando uma música simplesmente maravilhosa, e depois outra, e mais outra... Não tinha comerciais, as vinhetas informavam se tratar de uma "transmissão experimental", entrava no ar na hora em que queria e saia também sem aviso, e, o mais curioso, não dizia o nome das músicas ou das bandas que tocavam, my God !

Após uns meses, a rádio foi ficando mais previsível e se tornou minha melhor amiga, para falar a verdade aquilo ficava ligado o dia inteiro, e por vezes, também à noite inteira!

Quem estava por trás da Eldo Pop ? Não podia ser outro senão ele, o grandiosíssimo Big Boy ! Não tenho como explicar quem foi o Big Boy e sua importância para a cena do Rock e da black music no Brasil, eu precisaria de um Blog dedicado só a esse assunto, infelizmente o Big Boy morreu muito novo mas sua lenda ainda é forte no Rio de Janeiro, quem se interessar pelo assunto recomendo que assista esse ótimo documentário no YouTube:




Tempo passou e as coisas melhoraram para os garotada roqueira no Brasil, bandas de qualidade como O Terço, Vímana, Mutantes e outras ganharam espaço, programas na TV como o "Sábado Som" e o "Rock Concert" e até uma tímida imprensa especializada em Rock comandada por nomes como Ezequiel Neves e Ana Maria Bahiana passaram a existir. 

A Eldo Pop permaneceu por alguns anos, acompanhada por uma legião de fanáticos, até que por fim, também acabou, como tudo que é bom (ou ruim...). Seus órfãos estão até hoje espalhados por aí, se encontrando nas redes sociais para relembrar a sua "querida" Eldo Pop... Algumas tentativas de recriar a radio na internet já foram feitas mas verdade é que a Eldo Pop era parte daquela época que já passou e, infelizmente, não volta mais...

Ocorre que o YouTube nos fornece uma oportunidade de com pouquíssimo esforço recriar um pouco da magia da rádio !

Isso porque, como todos sabem, praticamente tudo está "upado" ali, basta então que selecionemos as músicas que tocavam originalmente na Eldo Pop através de playlists.

Isso é possível porque os velhos fans da radio se uniram e criaram um site (http://eldopop.web44.net/) em sua homenagem, nesse site estão as sequências das músicas originais, além de várias outras informações sobre a rádio. Nesse ponto, devo dizer que o trabalho de "decodificar" o nome das músicas (que como eu já disse, não eram informados) foi um mistério que levou décadas para ser resolvido, até hoje tenho algumas dúvidas !

Muito bem, mas por que seria importante recriar a experiência de ouvir a rádio ? Apenas para o deleite de seus velhos fans ?

Acho que não.

Em primeiro lugar por causa da qualidade e vanguardismo da programação, como diz no site citado acima, a Eldo Pop era "uma rádio que, se voltasse ao ar hoje, tocando as mesmas músicas de 40 anos atrás, ainda estaria 100 anos na frente das outras." !

Depois, a programação original da rádio refletia a cena de vanguarda do Rock da época, em especial o Rock progressivo dos anos 70. O que eu quero dizer é que não era uma rádio que tocava só grandes bandas como Yes ou Genesis,  pois junto com essas, a Eldo Pop tocava centenas de outras bandas que não se tornaram famosas, algumas viraram "cult", outras desapareceram sem vestígios !

Vamos falar a verdade, aquilo era incrível, a Eldo Pop tocava bandas de vanguarda do Rock alemão, grupos da genial cena progressiva italiana, grupos obscuros do leste europeu e até bandas brasileiras. Muitos desses grupos, talvez a maioria sumiu na poeira do tempo... Já ouviu falar em Le Orme, Guru Guru, Delirium, Brand X, Trace, Sparks ?... Prepare-se para conhecer então !

Perceberam ? Assim, quando alguém vem nos mostrar hoje "o som dos anos 70", vamos ouvir apenas as bandas "vencedoras" ! Mas... e as outras, tão boas ou melhores mas que não deram tão certo ?...

Portanto, convido vocês a fazer uma viagem no tempo nas playlists que estou criando no YouTube com as sequências originais da Eldo Pop e até as vinhetas ! Estou sequenciando as músicas em grupos de cerca de 100, a medida em que ficarem prontas vou colocar os links aqui no Blog, por enquanto tenho as seguintes  playlists:

Eldo Pop - Sequência I
Eldo Pop - Sequência II
Eldo Pop - Sequência III
Eldo Pop - Sequência IV
Eldo Pop - Sequência V
Eldo Pop - Sequência VI


É a "preciosa" voltando, a trilha sonora oficial dos verões do "desbunde" no RJ dos anos 70, que tempos, abraços a todos, em especial aos velhos fans da nossa querida Eldo Pop, que por sinal continuam gostando de boa música até hoje, então caras, tínhamos pouco mas éramos jovens, bonitos, cheios de confiança no futuro e tínhamos a nossa Eldo !

Mad

terça-feira, 6 de outubro de 2015

The Brew | live at Crossroads Festival 2012 | Rockpalast full concert

A prova de fogo de qualquer guitarrista de rock é tocar em power trio, em especial quando o guitarrista também é o cantor, definitivamente não é coisa para qualquer um, mas esses três parecem que nasceram tocando juntos, o que é parcialmente verdade porque o baixista  e o baterista são pai e filho ! O guitarrista é sensacional, com certeza escutou muito Robin Trower, Jimi Hendrix e SRV, é um strat player total, notem como o som da banda cresce quando pega a strat a partir da 3a música, que timbre, canta demais o carinha também, que talento !





domingo, 27 de setembro de 2015

Ana Popovic & Ronnie Earl live at the Bull Run - One Room Country Shack ...

Na boa... Existem muitas guitarristas ótimas hoje em dia mas essa aqui deve ter um pacto com o o demo, não é possível uma coisa dessas, o solo que ela faz nos 5:30min  da música é uma obra prima de técnica, sentimento, de tirar um timbre monstruoso de uma stratocaster, isso tudo tocando com um lenda no palco, fiquei arrasado ouvindo isso, sinceramente, acho que tocar assim só um SRV, vivo talvez ninguém, como o Blog é frequentado por crianças vou me abster de comentários sobre, digamos, as qualidades corporais da deusa, rs, my God...




sábado, 26 de setembro de 2015

Utopia - Live At The Royal Oak, Detroit (1981)

Olá !

Posto hoje um concerto de 1981 de uma das bandas mais afiadas que eu já escutei na vida, o Utopia, um grupo formado por supermúsicos, tendo a frente o genial guitarrista, multi-instrumentista e cantor Todd Rundgren. Todd já era um artista milionário que tinha emplacado hits como 'I saw the light' e 'Can we still be friends' quando montou o Utopia, além de já ser um famoso produtor, uma bem sucedida carreira que continua até hoje. 

Por que um artista já famoso resolve trabalhar em formato de banda ? A resposta vc descobre vendo o show...

Percebam a coesão desse grupo de apenas 4 pessoas, a perfeição das múltiplas camadas de vocais, o instrumental afiado e a qualidade das canções, como as partes de guitarra estão bem integradas aos outros instrumentos, uma verdadeira aula de como tocar em grupo e ao vivo !

Outro detalhe fantástico, a SG psicodélica que ele usa no show não é uma cópia, é a guitarra ORIGINAL usada por Eric Clapton no Cream, a famosa 'The Fool' !!!


terça-feira, 22 de setembro de 2015

Três anos do Blog "Iniciante na Guitarra" !





Hi newbies !

Hoje faz três anos que começamos o nosso Blog com a ideia de colocar informações que realmente fossem uteis para quem está começando a tocar e quer saber um pouco mais sobre o mundo da guitarra. De lá até aqui, falamos muito sobre modelos de guitarras, upgrades, amplificadores, pedais, dicas de compra, e, principalmente, escrevemos muito para desmistificar as bobagens e lendas que circulam nos fóruns e comunidades da internet.

Como já explicado na declaração de princípios do Blog, esse Blog não tem nenhum vínculo comercial, fonte de renda ou patrocínio. Mesmo assim se tornou um espaço importante no mundo da guitarra: em várias pesquisas feitas através do Google o Blog é retornado nas primeiras posições ! O segredo disso é que aqui são publicados apenas artigos originais. Temos também uma média de 500 visitantes por dia, a maior parte destes chega ao Blog através de pesquisas na internet !

E vamos continuar nesse caminho, sem pretensão de ser dono da verdade, respeitando as opiniões em contrário e sempre dispostos a investigar os fatos por trás das lendas urbanas !

É isso, obrigado a todos que nos acompanham e um abraço !

Mad

sábado, 19 de setembro de 2015

Melhor maneira de acompanhar anúncios de guitarra no Mercado Livre !

Olá !

Já falamos aqui no Blog das vantagens e dos riscos de se comprar um instrumento pela internet, recomendo fortemente a todos que estejam interessados nisso que leiam esse post aqui, que dá várias dicas para fugir das armadilhas que encontramos em alguns anúncios de instrumentos na internet, esse post também ensina as melhores dicas para sem comprar no Mercado Livre (ML) com segurança.

Como falei no post supracitado, o ML é o jogo bruto, ali estão as maiores oportunidades e também os maiores riscos. Um dos problemas que enfrentamos quando varremos o ML a procura de alguma guitarra é  quantidade de anúncios, na verdade milhares, não tem como olhar tudo...

Mas vou dar uma dica aqui que facilita bastante, em especial para quem está a procura de instrumentos usados. 

O truque é  vc varrer o ML todos os dias mas examinando só os anúncios marcados como "começam hoje". Assim, a sua chance de encontrar aquela guitarra usada que vc tanto procurar a um preço justo é muitíssimo maior, na média, a cada dia uns 300 a 400 novos anúncios de guitarras são incluídos e vc vai conseguir varrer esses anúncios examinando umas 10 páginas por dia. 

Para tanto, ou marque a opção "começam hoje" ou use o link abaixo para fazer essa seleção anúncios, mas lembrem-se, esse método funciona bem apenas se vc olhar os anúncios todos os dias !

O link para selecionar os anúncios "começam hoje" é esse aqui:


Salve esse link como favorito e consulte diariamente.

É isso, abraços a todos !

Mad

sábado, 22 de agosto de 2015

Como retirar as cordas e depois reaproveitar as mesmas !

Olá !

"Ah, se eu soubesse"...

Tem coisas na vida que fazem a gente se sentir uma verdadeiro panaca depois que descobre...

Não, eu não votei na Dilma, não é isso !

O problema é que às vezes eu tinha que retirar as cordas da guitarra e acabava perdendo o jogo de cordas por não conseguir reaproveitá-las. Isso acontecia quando eu trocava a ponte de uma stratocaster em algum upgrade, ou trocava os carrinhos (saddles). O resultado era que um jogo muitas vezes novinho de cordas era desperdiçado...

Por quê ?

Porque quando retiramos as cordas, a parte que estava enrolada nas tarraxas permanece torcida depois que a corda é retirada, isso impossibilita de passar a corda pelo estreito buraco do bloco da ponte, quando quiser instalá-la de novo. Com as cordas mais grossas é possível ainda esticá-las e passar pela ponte mas com as mais finas é muito difícil.

E como está caro um bom jogo de cordas !

Mas um dia, descobri um truque para fazer isso com a maior facilidade ! Você vai precisar apenas de um canudinho desses que vem junto com alguns produtos em spray, tipo aquele vermelhinho que vem junto da embalagem do WD-40:


Agora, basta introduzir a  corda em uma extremidade do tubo:


Feito isso, basta então atravessar o bloco da ponte com o tubinho e a corda juntos, retirando do outro lado !




Pronto, simples assim ! Nossa, quantos jogos de cordas eu desperdicei por não ter pensado em uma solução tão simples !

É isso, abç !

Mad

domingo, 9 de agosto de 2015

Homenagem aos pais

Essa vai em homenagem a todos os pais que se esforçam incansavelmente para educar seus filhos nessa bagunça chamada Brasil...


sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Dweezil Zappa plays Frank Zappa

Já que falamos em Frank Zappa no post passado vamos aproveitar e assistir esse concerto onde seu filho Dweezil, um dos melhores guitarristas da atualidade  toca as músicas do pai, participação especial de Steve Vai, um dos mais conhecidos pupilos de Frank Zappa. Impressionante a qualidade dos músicos e como conseguem tocar esses arranjos complexos sem partituras, destaque para o lendário Napoleon Murphy Brock, que fez parte da formação do Mothers of Invention nos anos 70.

Mad.




* * * 13/08/2015 - Edit * * * 

Na boa, que show pqp ! Temos que comentar algumas coisas, a começar pelo solo ÉPICO feito pelo Dweezil em 'Inca Roads', uma das coisas mais f. que eu já ouvi, vejam como ele constrói cuidadosamente a dinâmica do solo, levando o ouvinte a momentos de tensão e relaxamento, alternando motivos melódicos e frases rápidas, genial mesmo ! (clique no link abaixo para escutar direto esse solo):

https://youtu.be/pOtuqYzJTsM?t=2492

Fantástico dueto/duelo entre Dweezil e Steve Vai ! (clique no link abaixo para escutar direto essa parte):

https://youtu.be/pOtuqYzJTsM?t=3558

Steve Vai on fire ! (clique no link abaixo para escutar direto essa parte):

https://youtu.be/pOtuqYzJTsM?t=4551

Dweezil quebrando tudo em uma versão incendiária da belíssima 'Black Napkins', não deixe ver é um dos clássicos da guitarra instrumental ! (clique no link abaixo para escutar direto essa parte):

https://youtu.be/pOtuqYzJTsM?t=4837

sábado, 1 de agosto de 2015

Frank Zappa e o significado perdido da genialidade

Olá !



Nos anos 60, se você escutasse a palavra 'gênio' usada no contexto do universo do Rock, provavelmente estaria escutando uma referência a alguém como John Lennon, Pete Townsend ou Jimi Hendrix. Sem a menor dúvida foram gênios que mudaram não somente a sonoridade mas também os valores do seu tempo. E tivemos ainda pelo menos uma dúzia de outros músicos que mereceriam com toda a justiça a deferência que a palavra 'gênio' comporta. Até pelo menos a primeira metade dos anos 70, assistimos a uma tamanha explosão de talento que chegava a beirar o desperdício, assim, a genialidade era quase a regra, não a exceção.

Mas tudo que é bom acaba... Aos poucos, o mundo do Rock foi sendo invadido por um exército de mediocridades, em um movimento que sinalizou o início da decadência musical que resultaria nessas 'maravilhas' que estamos sujeitos a escutar se ligarmos o rádio hoje...

Mas, a medida em que a arte piorava, a palavra 'gênio' era usada cada vez mais ! Nos anos 80, todo mundo era gênio...  Prince era gênio, Washington Olivetto era gênio, até Terence Trent D'Arby (who ?!) era gênio ! Se Andy Wharol, o eterno árbitro da fama efêmera, tivesse especulado um pouco  mais poderia ter pontificado que todos seriam gênios por 15 minutos !

A verdade é  que a palavra 'gênio' se vulgarizou. Se perguntássemos ao 'Mad Men'  Don Draper o que seria um 'gênio', talvez ele nos dissesse que 'é aquilo que caras como eu inventam para que você compre gato por lebre !'.

Mas aí então pergunto: que palavra poderíamos usar para classificar um camarada que era um virtuose absoluto da guitarra, um maestro que utilizava as estruturas mais complexas da música clássica de vanguarda e do free jazz como base do seu trabalho, que já nos anos 60 aplicava modalismo, compassos exóticos e arranjos ultra sofisticados, e, ao mesmo tempo, não abria mão de um humor absolutamente cáustico, iconoclasta, pornográfico mesmo em suas letras, cumprindo o mandamento número um do Rock, que é não se levar a sério ?!

E mais, para nós, guitarristas, Frank Zappa deixou o melhor conselho que alguém poderia dar a um guitarrista: 'Shut Up 'n Play Yer Guitar' !

A verdade é que um artista assim era muito difícil de se compreender ou classificar. Muito mais fácil era apenas amá-lo, curtir a figuraça incrível que ele foi  e delirar com aquela fantástica viagem sonora que ele nos entregava !

Assim era Frank Vincent Zappa (1940-1993). Alguém que poderia ter passado para a história como o maior guitarrista que o Rock já teve mas sua música e sua lenda foram tão grandes que isso deixou de ser relevante. Era um gênio.



É isso, abç a todos !

sábado, 11 de julho de 2015

Joni Mitchell - A Day In The Garden

Ok. Eu sei.

99% dos que acessam esse blog são moleques que vêm aqui procurar informações inúteis sobre guitarras ordinárias (e vão encontrar !). Sad but true... Enfim, nenhum dos meus leitores têm o menor interesse nas velharias e nas paradas jazzísticas que eu posto aqui ! Mas... como ia dar muito trabalho manter dois blogs, vou postando as tralhas por aqui mesmo, então, olhem aí miguxos, essa aqui é apenas A MAIOR CANTORA VIVA, só isso...

Ah, e para quem gosta de informações sobre equipamentos, o som transcendental que ela tira da guitarra vem de uma Parker Fly ligada em um processador Roland VG-8, um equipamento 30 anos a frente do seu tempo !


domingo, 28 de junho de 2015

Morre Chris Squire

Está aí uma notícia profundamente triste para todos que amam o Yes e a música progressiva em geral, Chris Squire era a alma do Yes e com toda a certeza o mais influente baixista que o rock já teve, com seu timbre inconfundível e suas linhas completamente inovadoras construiu a sonoridade do rock progressivo, isso para não falar no seu talento imenso como compositor e seus backing vocals perfeitos.

Meu Deus, mas que perda terrível, sempre sabemos que nossos ídolos vão morrer um dia, afinal, o tempo não espera por ninguém mas quando alguém como Chris Squire morre sinto que uma parte do meu mundo também se foi, valeu Chris, descanse em paz e até algum dia herói !

http://g1.globo.com/musica/noticia/2015/06/morre-chris-squire-baixista-e-cofundador-do-grupo-yes.html



terça-feira, 16 de junho de 2015

Upgrade em uma guitarra Eagle !

Hi newbies !

Se tem uma coisa que é um mistério é o motivo pelo qual alguns malucos gostam de comprar guitarras baratas para tentar melhorá-las com peças novas e caras! Por que será ?! Já especulei se alguma lembrança da infância explicaria tal desatino, como uma possível fixação nos contos de fadas infantis, ondes sapos viram príncipes e criadas viram princesas !!!

Mas a verdade é que essas "transformações" são uma tremenda fonte de diversão e aprendizado, diria até mesmo um vício, afinal, qual é  a graça de comprar uma guitarra que já seja excelente, com tudo funcionando 100%, diz aí bacanudo ?!...

Então, dessa vez, a "vítima" é uma stratocaster Eagle mais antiga, das ainda produzidas com headstock no formato da Fender, hoje em dia não são mais feitas assim, com um pouco de paciência é possível comprar essas strats no Mercado Livre na faixa de preços entre 200 a 300 reais. Dizem que essas guitarras eram feitas no Vietnam, acredito que esse instrumento tenha uns 8 ou 10 anos.

Diz uma lenda que essas strats da Eagle antigas seriam ótimas guitarras. Quem acompanha o blog sabe que eu sou um crítico dessas supervalorização das guitarras velhas, ditas como "dasboas", "dasprimeiras", "dasantigas" e vendidas por cinco vezes o preço que realmente valem... Nunca tinha passado uma dessas Eagles mais antigas pela minha mão, algumas tem o headstock pintado, outras não mas sempre no formato arredondado original da Fender, no entanto, já tinha visto um baixo dessa série e achei bem legal.

Vamos ver então o que tem de verdade e de lenda nessas estória, mythbusters, come here, please !

A guitarra, tal como chegou é  essa aqui:


A guitarra

Num primeiro exame, o que chama atenção nessa guitarra ? A bem da verdade, nada... Para começar, o corpo é verde e o top tem uma espécie de figuração, aparentemente uma folha de alguma madeira figurada mas pode ser também alguma coisa fotográfica ou do gênero, a Fender utilizou isso em alguns instrumentos japoneses. Achei a cor e a figuração de gosto duvidoso, aliás as stratocasters verdes costumam ser de cor sólida mais para o verde claro como os padrões "surf green" e "sea foam greem". Mas é isso.

A guitarra também não impressiona pelas madeiras, sem dúvida é um instrumento de madeira sólida mas o maple do braço é exatamente igual ao das guitarras chinesas atuais baratinhas que encontramos por aí e o corpo feito em 2 pedaços de uma madeira que muito possivelmente é basswood, mas não tenho certeza absoluta. Isso difere do que por vezes vemos nas stratocaster da SX, onde é comum encontrar peças bonitas no braço e no corpo. No entanto, a peça da escala parece ser um rosewood de boa qualidade. Quanto ao acabamento, o braço vem apenas com um acabamento fino, aparentemente encerado e o headstock não tem a curva perfeitamente redonda,  meio tosco isso, pensei até em acertar mas como é um detalhe só estético não vale a pena mexer, melhor deixar assim.

As ferragens são medianas e também os captadores, diria até mesmo inferiores ao padrão que costumamos encontrar nas guitarras atuais, inclusive as da Eagle, que possuem modelos que vêm com captadores da Wilkinson.

Porém, temos que falar dos pontos positivos. Em primeiro lugar, a strato tem o peso correto, uma boa stratocaster deve pesar entre 3,6 kg e 3,9 kg. Se sai dessa faixa, não quer dizer que seja ruim mas começa a incomodar o strateiro mais experiente que gosta do instrumento com o peso esperado e o balanço (relação entre o peso do braço e o do corpo) correto.

Outra coisa positiva é que o corpo tem a espessura correta para uma stratocaster, cerca de 4,5 cm. Isso dá uma sensação de um instrumento sólido quando empunhamos essa Eagle.

Assim que pegamos uma guitarra com cordas velhas e enferrujadas, a primeira tentação é colocar cordas novas, mas, se fizermos isso, corremos sério risco de perder um jogo de cordas, isso porque se a guitarra precisar de intervenções mais sérias o novo jogo de cordas pode ser perdido. Então, assim que peguei na guitarra apenas regulei o tensor e ajustei a altura das cordas, limpando ainda as cordas com fast fret para tirar a ferrugem. Tocando com a guitarra assim por alguns dias, verifiquei que ela não apresentava nenhum trastejamento e a altura da nut tabém estava correta. Isso é muito raro de acontecer, em geral, é necessário um trabalho de nivelamento dos fretes mas nessa daqui esse trabalho talvez já tivesse sido feito.

Outra coisa que chamou a atenção é que a guitarra soava muito bem com as peças originais. Isso é o principal fator de sucesso para um upgrade. Aprendi que quando uma guitarra é boa, soa bem com qualquer captação, se não soa, não tem upgrade que dê jeito...

E mais, gostei muito, mas muito mesmo da pegada do braço dessa Eagle, extremamente confortável e macio...

Planejamento do upgrade

Muito bem, os leitores do blog sabem que eu não sou favorável a gastar mais do que o valor da guitarra em upgrades, quem quiser aprender mais sobre upgrades, leia esse post aqui.

Então, minha proposta de upgrade para uma guitarra de baixo custo como essa seria apenas, colocar dois abaixadores tipo roller, um jogo de captadores single em alnico de baixo custo e uma chave de melhor qualidade. As tarraxas eu vou manter e pretendia apenas travar a ponte. No entanto, tenho uma ponte com big block e um jogo de saddles de aço (da GFS) sobrando aqui em casa. Como a ponte se encaixou perfeitamente na guitarra, resolvi colocá-la também.

Além disso, como sempre faço, blindei a cavidade com tinta condutiva, blindei o escudo com fita adesiva de alumínio (ou cobre) e refiz a fiação. Também costumo fazer um nivelamento de trastes, mas, nesse caso, como vimos antes, não era necessário, então vai apenas um jogo de cordas novas.


Mudança no visual da guitarra

Então, como falei antes, tinha achado um tanto estranho essa guitarra verde com uma espécie de "flamed top" (?)... Mas... Tudo na vida muda... Passados alguns dias, comecei a achar a guitarra bonita, talvez, como ela se provou ser uma strat bem legal tenha conquistado meu respeito, vai saber... Notei também que dependendo da iluminação, a pintura e a figuração dão uns reflexos diferentes, meio azuis, gostei disso !

Pesquisando fotos na internet, encontrei várias fotos legais de guitarras com pintura nesse tom de verde e top figurado com escudo e plásticos pretos, pensei que ficaria legal então levar a guitarra para esse visual, vejam algumas fotos que eu usei como referência:


Irado, não ??!!

Fiz então uma simulação de como a guitarra ficaria, existem alguns sites que permitem você "montar" uma guitarra virtualmente com o visual que desejar, cheguei então a essa proposta visual aqui:



Encomendei então o escudo e os plásticos da cor preta... 

Mas... Na vida, tudo muda... 

Ao longo das semanas passei a gostar cada vez mais dessa guitarra, levei ela em alguns ensaios e ela recebeu muitos elogios, assim, resolvi investir um pouco mais nela e dei repensada no visual, achei que ela poderia ficar bacana com um visual mais para "surf guitar" e resolvi colocar um escudo "mint green" e captadores lipstiscks GFS, que eu também tinha guardado aqui em casa.

O resultado visual ficou demais, pelo menos para a minha opinião, vejam as fotos da guitarra e julguem por vocês mesmo !


Strat Eagle com captação lipstick GFS



Detalhe da ponte com big block instalada


Close do corpo

Que beleza hein ?!

Conclusão

Mas... Qual foi o resultado desse upgrade ?

Bem, algumas semanas se passaram e eu tenho tocado diariamente com a guitarra, o som ficou matador, uma ótima stratocaster com o típico som estalado que eu amo,  a pegada do braço excelente e a adaptação da ponte perfeita !

100% satisfeito, e olha que eu não esperava muito dessa guitarrinha. Para ser sincero, a guitarra ficou melhor do que as duas SX FST62 em que eu fiz upgrades (já postados no blog), isso eu realmente não esperava...

O que podemos concluir ? Que essas strats Eagle antigas (as com head iguais aos da Fender) são excelentes, como falam por aí nos fóruns ? Essas guitarras são vendidas muito barato (abaixo de R$ 300 no ML), não recomendaria a ninguém pagar mais caro por uma delas, até mesmo porque não temos elementos para afirmar que são melhores que as atuais. Mas que a guitarra ficou bacana, ficou !...

É isso, abraços a todos !

Mad



quinta-feira, 28 de maio de 2015

Análise de estilo: Romero Lubambo e o violão brasileiro no jazz

Amigos,

No último sábado tiver o prazer de assistir um show de Romero Lubambo e comprovar ao vivo que estava diante de um dos maiores guitarrista da atualidade. Carioca, radicado há mais de 20 anos nos EUA, se tornando merecidamente um dos mais respeitados músicos no circuito mundial do jazz e da música instrumental.


Pode parecer estranho para alguns um brasileiro tocando jazz mas garanto que nenhum americano ou europeu se surpreende com esse fato, isso porque a nossa bossa nova, que tão bem incorporou as harmonias jazzísticas, conquistou o mundo a partir dos anos 60 e hoje, representa uma parte muito significativa de qualquer repertório jazzístico. Dessa maneira, o Brasil se tornou o segundo país mais importante no jazz, atrás apenas dos EUA.

A guitarra brasileira (vamos lembrar que guitarra e violão são o mesmo instrumento !) também há muito já conquistou os EUA e o mundo, nomes como Laurindo Almeida, Bola Sete, Toquinho, Toninho Horta e Baden Powell são mais do que conhecidos fora do Brasil.

No caso do Romero, o que impressiona é versatilidade com que ele transita entre o violão brasileiro e os estilos de jazz tradicional. Como falei antes, as harmonias da bossa nova são afins com as do jazz, porém, nossos instrumentistas costumam improvisar em um contexto bem mais melódico que os jazzistas tradicionais. Mas o Romero consegue adaptar muito bem essas diversas referências estilísticas de acordo com o contexto em que toca, mantendo sempre sua fluidez impressionante e sua personalidade em todos os seus improvisos. Essa capacidade de assimilação é o seu diferencial, embora tenhamos grandes jazzistas no Brasil, considero que apenas Romero Lubambo e Helio Delmiro chegaram nesse nível.

Vou colocar dois vídeos incríveis de uma apresentação do Romero com o grande Cesar Camargo Mariano, o primeiro, "No Rancho Fundo", o improviso do Romero é uma joia em si, mostrando bem a arte de construir um solo, começando devagar, aumentando depois a fluência e velocidade e finalizando com improviso em bloco de acordes. Vale a pena também escutar a gravação original dessa música, onde a guitarra foi tocada por Helio Delmiro.



No segundo vídeo, "April Child", o improviso do Romero mostra bem todo o seu virtuosismo, usando muitos ligados e cromatismos:



Outra coisa que impressiona no Romero é como ele arrasa tanto no papel de "sideman", tocando no contexto de uma banda quanto como solista, tocando arranjos que mesclam chord melody, solos, linhas de baixo e tudo o mais, como nesse grande arranjo de "Influência do jazz", música de Carlos Lyra, uma obra prima de virtuosismo e bom gosto !



É brincadeira isso né ? Acho que eu vou tocar corneta...

E para finalizar, destaco o desempenho do Romero na guitarra elétrica, é verdade que a praia dele é mais o violão mas quando pega a guitarra, seja tocando com os dedos ou com a palheta, soa maravilhosamente bem, mostrando um completo domínio da dinâmica e sonoridade do instrumento elétrico !

Vamos ver isso nesse excelente especial, onde Romero toca em algumas músicas em uma bela Yamaha Pacifica Mike Stern signature, que aula de música essa apresentação !



É isso, abraços a todos !

sexta-feira, 15 de maio de 2015

B.B. King - 1925 / 2015

Quando perdemos alguém assim, nem há o que dizer...

Vou deixar apenas a emocionante e lindíssima canção que Robben Ford compôs em homenagem ao Mestre, saudades eternas...


terça-feira, 14 de abril de 2015

Hamburger Concerto - Focus (An International Collaboration)

Incrível, músicos de vários países se reúnem em uma banda virtual para regravar um clássico do Rock Progressivo, "Hamburger Concerto", do Focus, notem a participação do próprio Jan Akkerman, o guitarrista original do Focus !

domingo, 5 de abril de 2015

Mandar "importar" guitarra ou tirar atestado de otário ??!!

Olá !

De uma coisa podemos estar certos, todos nós seremos enganados algum dia, por mais cuidadosos que sejamos, isso porque existem pessoas que passam o dia inteiro pensando em novas maneiras de enganar o próximo e fazem da picaretagem o seu meio de vida. Em um país como o Brasil, onde os referenciais éticos são os mais precários possíveis, basta ver os governantes que temos, isso é uma verdade particularmente lamentável.

Porém, existem situações em que somos tão ingênuos que, além do prejuízo material, levaremos um lembrança ruim para o resto da vida, seja pela raiva que vamos passar, seja pelo tempo que vamos perder até entender que caímos em uma vigarice.

Quem acompanha aqui o blog sabe dos alertas que fazemos contra guitarras falsas e fraudes on-line. Não podemos deixar de alertar então contra um esquema que oferece para importa guitarras, em geral falsificações chinesas de Gibsons ou Fenders, anunciando em sites de vendas on-line.

A coisa funciona da seguintes maneira, o camarada anuncia várias guitarras sem que as tenha em estoque, até as fotos dos anúncios são copiadas do site chinês. Eles se apresentam como "importadores" e dizem que a mercadoria é importada com o prazo de 7 a 21 dias, ou coisa que o valha.

Aqui, temos a primeira mentira. Todos que adquirem produtos importados, instrumentos musicais ou outros itens quaisquer, sabem que está levando dois, três meses ou mais para a liberação de encomendas no Brasil. É claro que a encomenda pode chegar no Brasil em alguns dias mas pode levar MESES até  que as autoridades alfandegárias resolvam liberá-las. Aí quando você for reclamar com o picareta, digo, com o vendedor, ele vai dizer que a mercadoria já chegou no Brasil e se não liberam, a culpa não é dele...

O segundo problema é que existem impostos e taxas alfandegárias a pagar. Os maus anúncios omitem esses detalhes mas a verdade é que quem vai pagar isso é o comprador e não o vendedor. De uma maneira simplificada, os valores a pagar podem ser calculados aplicando 60% sobre o preço do produto mais o frete convertido para reais, que é o imposto de importação, e, em alguns estados como Minas Gerais, é cobrado ainda 18% de ICMS. Isso na teoria, porque a autoridade alfandegária pode arbitrar um valor ainda maior, ou pior, como essas guitarras são falsificações, podem determinar o perdimento (apreensão) da mercadoria.

Mas o mais revoltante é a maneira como a coisa funciona e a desproporção dos riscos envolvidos. O vendedor não corre risco nenhum, apenas embolsa um dinheiro fácil, porque o esquema é assim: o camarada anuncia as guitarras por cerca de R$ 1600, isso dá em torno de 500 dólares, aproximadamente. Ele então simplesmente embolsa 250 dólares e com os outros 250 doláres, ele cadastra um pedido de uma guitarra em algum site chinês como AliExpress, Wholesale e outros, colocando o seu endereço e seu nome. A partir daí, a responsabilidade dele termina, se houver qualquer problema ele vai mandar você resolver diretamente com o vendedor chinês, impostos também serão por sua conta, pois você só consegue retirar a guitarra nos correios se pagar os tributos ! E o cara embolsou 250 dólares sem fazer nada, sem correr risco algum !

Ora, se você quer comprar uma guitarra assim (não aconselho isso), pelo menos coloque você mesmo o pedido, vai gastar a metade do que gastaria comprando nesse esquema!

Isso sem falar no risco do cara simplesmente embolsar seu dinheiro e não te mandar nada, afinal, não são lojas físicas.

E meu, como esses caras vendem !

Então jovem, tome cuidado, PROCURE SABER ANTES SE A GUITARRA QUE VOCÊ VAI COMPRAR ESTÁ NO BRASIL, EM ESTOQUE E DISPONÍVEL PARA ENVIO IMEDIATO !!!


É isso, abraços a todos !

sexta-feira, 20 de março de 2015

O melhor canal de guitarra do Youtube !

Olá !

Se tem uma coisa da qual não podemos nos queixar é de falta de informações sobre o mundo da guitarra, pelo contrário, hoje em dia, penso que existe até excesso de informação ! Só no youtube, temos milhares de canais com reviews, covers,  dicas, aulas etc. Sabemos que a internet tem de tudo, gente muito bem qualificada, grandes guitarristas mostrando o caminho das pedras para os iniciantes mas também temos os falsos gurus, gente tosca que se acha e quer pagar de fera antes mesmo de saber tocar razoavelmente o nosso instrumento !...

Mas ok, as coisas são assim mesmo, cabe a nós filtrar as informações, melhor pecar pelo excesso do que pela falta, ainda mais para mim que peguei o tempo onde as informações nem existiam...

De qualquer forma, tenho o meu canal preferido no youtube, é de um alemão chamado Greg Hilden, esse cara é um negociante de guitarras de primeira linha, cada vez que ele recebe uma guitarra para vender, grava um vídeo no youtube com o instrumento, o canal dele possui a incrível marca de mais de sete mil vídeos, mostrando Fenders e Gibsons vintage, custom shops e outros instrumentos caríssimos, e, por vezes, raros. Mas o melhor é que o cara é um super guitarrista, um dos melhores blueseiros que eu já ouvi, é um enorme prazer assistir essa fera tocando essas guitarras maravilhosas, todos os dias novos vídeos são postados para o delírio dos que amam ver e ouvir essas belas guitarras !

o link do canal é:

https://www.youtube.com/user/GregsGuitars/videos


Vale muito a pena, veja um dos vídeos do Greg !


Divirtam-se !


terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

O melhor guitarrista do mundo !

Olá !

Quem é o melhor guitarrista do mundo ?

Quando somos jovens, é natural dar importância às referências superlativas, queremos saber o tempo todo quem é o "melhor", o "maior", o "mais forte", etc. Talvez seja uma forma de tentar experimentar os limites do mundo que se descortina a nossa volta, talvez, quem sabe, uma reação aos nossos pais, que nos comparam com nossos irmãos, primos ou vizinhos o tempo todo, ou ainda, talvez estejamos presos ainda ao mundo dos HQs, desenhos e seus superheróis !

Mas não vamos fugir a pergunta, afinal quem é o melhor de todos, deve existir um, certo ?!

Vamos tentar responder e aprender algo nesse post cheio de links e referências.

O primeiro guitarrista que eu prestei atenção foi Ritchie Blackmore,  Machine Head do Deep Purple foi o primeiro álbum que eu comprei. Foi muita sorte ter começado a amar a guitarra escutando alguém tão bom ! Ele tinha uma técnica mais desenvolvida que seus contemporâneos e ao mesmo tempo, um senso melódico e um sentido épico e dramático, que tornava seus solos emocionantes. De certa forma, ainda acho que ele é o melhor em alguns aspectos.

Ritchie Blackmore


Mais tarde, ao escutar o rock progressivo dos anos 70, vi que os guitarristas das bandas famosas, como Jan Akkerman, do Focus, Steve Howe, do Yes, Franco Mussida, do PFM e outros tinham uma técnica ainda mais complexa que a do Blackmore, eram caras que vinham do violão clássico e traziam influências diversas do country, do jazz e do folk.

Jan Akkerman


Entendi então que o mundo da guitarra era muito maior do que eu imaginava !

Mas diziam que o melhor de todos era Jimi Hendrix. Quando eu escutei ele pela primeira vez, foi um choque. Entendi que era um artista completo, magnífico compositor, cantor e performer. Duas coisas me chamaram atenção, primeiro, o timbre que ele tirava da strat, depois, a perfeição e a complexidade do seu trabalho na guitarra ritmo, nisso aí eu tenho toda a certeza, ele foi o melhor do mundo, quando você escuta Axis: Bold as Love e o Band of Gypsys tem a certeza disso. Já o trabalho dele nos solos era tão bom quanto os tops da sua época, como Eric Clapton e Jeff Beck.

Jimi Hendrix


Compreendi então que existem várias dimensões dentro da execução na guitarra !

Por essa época, comecei a ouvir outros estilos, na música country, descobri o incrível Albert Lee e no Blues o mestre Johnny Winter. Ainda hoje acho que esses caras são insuperáveis dentro dos seus estilos.

Ficou claro então que ninguém pode ser o melhor em tudo, ou em outras palavras, nenhum guitarrista pode ser o melhor em todos os estilos, temos que levar em conta o estilo, se quisermos fazer alguma comparação.

Quando finalmente eu descobri o jazz foi outro choque, porque eu vi que aqueles músicos tinham um conhecimento musical muito maior do que os guitarristas de rock que eu ouvia. O primeiro disco que eu escutei foi Spaces, do Larry Coryell, um álbum incrivelmente bom. Em especial, fiquei maravilhado com a faixa Rene's Theme, que trazia o Coryell e o John McLaughlin em um duo fantástico de violões ! Muita gente dizia que o McLaughlin era o melhor do mundo, pela sua velocidade e conhecimento teorico. Anos mais tarde, tive a oportunidade de vê-lo ao vivo e fiquei abismado com tanta técnica e musicalidade absurda do cara, durante muitos anos, ele era o melhor do mundo na minha opinião !

John McLaughlin


Mais tarde, descobri outros jazzistas fantásticos, Joe Pass, Pat Metheny, Mike Stern e Pat Martino, mas nenhum deles me impressionou mais do que o John McLaughlin.

Nos anos 80, aconteceu uma revolução na técnica guitarrística mas para ser sincero, não fiquei muito impressionado com caras como Van Halen, Satriani, Steve Vai e cia. Admirava a técnicas dos caras mas achava meio xarope as músicas. No entanto, gostei muito do Malmsteen, lembro que adorei Rising Force quando escutei a primeira vez, aquilo não me pareceu exagerado e senti alguma coisa ali dos progressivos dos anos 70, além de ele ser o Blackmore 2.0 !

Muito bem, eu continuava achando o McLaughlin o melhor do mundo, até o dia em que assisti uma inesquecível apresentação do Helio Delmiro, no Clube do Choro em Brasília. Eu já conhecia o trabalho do Helio no magnífico álbum Emotiva e também no Samambaia, gravado com o César Camargo Mariano, talvez o melhor álbum instrumental já gravado no Brasil. Mesmo assim, fiquei abismado com o seu domínio do instrumento, compreendi que aquela concepção que o Helio tinha da guitarra nunca poderia ser superada, um comando absurdo do desenvolvimento harmônico, uma digitação cristalina, velocidade enorme e um senso de improvisação sem igual. Acredito que hoje, nem o próprio Helio consiga mais tocar nesse nível !




Mas que coisa, hein ?!

Então, a mensagem que fica é essa, música não é competição, os nossos gostos vão mudando com os anos e sempre devemos procurar conhecer novos músicos, o melhor do mundo é todo aquele que possui estilo próprio porque jamais poderá ser comparado com nenhum outro !

Mas... Hoje, eu disse hoje, se eu tivesse que apontar alguém como o melhor do mundo, eu apontaria um cara que mora minha cidade e que eu cruzo com ele a toda hora, e digo, não só sou eu que acho, outro dia escutei o John Pizarelli, que é um dos maiores jazzistas da atualidade também dizendo que esse cara é o melhor, então, pela sua capacidade incomparável de harmonização, suas composições maravilhosas (dentre elas, Beijo Partido, talvez a mais linda música da MPB), seu ritmo contagiante, sua importância no movimento do Clube da Esquina e na carreira do grande Milton Nascimento, eu diria que o melhor do mundo é esse gênio aqui, o Mestre Toninho Horta:


É isso, abraços a todos !

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Recordar é viver: treta com guitarra de Luthier...

Olá !

A respeito de uma treta que está rolando no Face envolvendo guitarras fabricadas por uma certa Luthieria, gostaria de relembrar um post que eu publiquei aqui em 2013:

Guitarra de Luthier vale a pena ?

É isso, se vc é leitor desse Blog não cai em roubadas !

Abç.

Mad

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

João Luiz e Douglas Lora - Brasil Guitar Duo




Mas que beleza de concerto, mais um duo violonístico para encher o Brasil de orgulho !

2:00 Domenico Scarlatti: Sonata L305
7:00 J.S. Bach: French Suite
23:00 Mario Castelnuovo Tedesco:
         23:00 Sonatina Canonica
         36:00 3 Preludes+Fugas from 24 P's & F's:
                    36:00 P&F in B flat
                    40:30 P&F in E flat
                    45:00 P&F in C

50:00 Douglas Lora - Baião
52:43 Egberto Gismonti - Sete Anéis (Seven Rings)
1:03:00 Djavan - Serrado

sábado, 10 de janeiro de 2015

Review: Análise da Pedaleira Digitech Element

Olá, um grande 2015 com muita guitarra para todos nós !!!



O que podemos esperar de um pedal que custa cerca de R$ 300,00 ? Bem, em se tratando da Digitech, podemos ser otimistas, afinal, essa fabricante se destaca pela performance das suas pedaleiras "entry level". Diz a lenda que a Digitech usa o mesmo processador em todas as suas pedaleiras, seja nas mais baratas ou nas mais caras.

Vamos conferir se é verdade ?

Primeiro, vamos verificar qual o processador usado na pequena Digitech Element:

http://digitech.com/en/products/digitech-element

Conforme podemos ver nas informações do link, o processador utilizado é um sistema de 24 bits chamado "Audio DNA2™ DSP Processor". As informações dizem que é utilizado um processador destes na pedaleira.

Vamos verificar agora qual é o processador utilizado na pedaleira que é atualmente o top de linha da Digitech, a RP1000:

http://digitech.com/en/products/rp1000

Conforme podemos ver, também aqui é usado o mesmo processador Audio DNA2™ DSP Processor.

Bacana, mas isso quer dizer que a pedaleira mais barata da linha e a mais cara possuem o mesmo som ?!

Bem, sim e não...

Digo isso porque, em tese (em tese...) as duas possuem o mesmo poder de processamento. A consequência lógica dessa afirmação é que a qualidade sonora deveria ser a mesma. Deveria... Isso porque uma pedaleira não é só hardware, é hardware + software, uma vez que os efeitos são gerados por programas, isso é, softwares... Então, nada impede o fabricante de programar esses efeitos para que soem com uma resolução piorada, ou seja, mesmo tendo o mesmo processador, o som da pedaleira mais barata não vai ter a mesma qualidade da que é top de linha.

Alguns fabricantes fazem isso ? Fazem sim...

A Digitech faz ? Bem, diz a lenda que não mas aí só comprando as duas para conferir... Mas, no fundo, isso não importa, temos é que saber se o equipamento é bom ou não !

Mas se a qualidade do som é a mesma, onde estará a diferença entre uma pedaleira mais barata e a top de linha ? Ah, essa é fácil, nos recursos e na construção.

Vamos ver então, em primeiro lugar, a Digitech Element não possui interface USB. Isso limita o uso dela para, por exemplo, fazer gravações e utilizar interfaces de programação em windows. Precisamos disso ? Talvez, mas o fato é que a proposta do pedal é de um pedal barato para tocar junto com o amplificado ao vivo, ensaios, etc. Dá para fazer gravações com ela ? Dá, é só conectar a saída dela no "line in" do computador, como um microfone, mas fica menos versátil do que uma pedaleira com interface USB. Entenderam ?

Construção

Bem, quanto a construção, é um pedalzinho meio feio, preto, quadradão, com um único display numérico, tipo aquele imortalizado na horrível Zoom 505II. Nada animador, existe ainda uma representação gráfica da cadeia de efeitos com um led indicando se o grupo está ativado ou não:



De fato não é um design do mais atrativos, aliás parece ter sido desenhada na Coréia do Norte, rs !...

Mas a construção tem seus pontos positivos, apesar da carcaça ser em plástico, o mesmo parece ser bem resistente e o mais importante, os botões de acionamento pelos pés são chaves de metal, o que favorece a resistência e a durabilidade.

Um outro detalhe de que eu não gostei foi que a unidade não pode funcionar com pilhas, apenas com uma fonte que vem junto com a unidade. Não que seja desejável operar o tempo todo com pilhas, mas, às vezes, em apresentações ao vivo, usar pilhas quebra um galhão, principalmente se a instalação elétrica do lugar deixa a desejar (e na maioria dos casos, deixa !). Mas a Digitech Element não permite isso. Por outro lado, a unidade é compacta suficiente para caber no bag da guitarra, muito bom !

Som da pedaleira !

Mas... E o som ?... 

Bem, vamos começar dizendo que a Digitech Element vem com um banco de 100 patches (sons) pré-programados e ainda com outro banco do usuário que permite a criação de outros 100 patches personalizados. 

Aqui cabe uma observação: muitas pedaleiras vêm com sons pré-programados cujo objetivo é mais impressionar o guitarrista na hora do teste do que realmente fornecer sons "usáveis" no dia a dia, para shows, ensaios, etc. Não é  esse o caso da Digitech Element, todos os sons disponibilizados que eu testei (ok, não analisei todos os 100 mas testei a maior parte !) são completamente usáveis e práticos. Bom !

Fiquei particularmente impressionado com os sons de drive/distorção. Muito bons mesmo, simulações muito bem feitas, seja de um leve overdrive tipo "Tube Screamer" ao metal brutal e pesado. Ouso dizer que tais simulações são capazes de enganar a maior parte daqueles puristas que só acham o analógico ou vintage bom, mas isso já é outra discussão. Os sons cleans eu também gostei bastante.

Recursos

A unidade possui as seguintes simulações de amplificadores:

'01 Mesa Boogie® Dual Rectifier
'57 Fender® Tweed Deluxe
'63 Vox® AC30 Top Boost
'65 Fender® Blackface Twin Reverb®
'68 Marshall® 100 Watt Super Lead (plexi)
'77 Marshall® Master Volume
'83 Marshall® JCM800
'96 Matchless HC30
DigiTech® Bright Clean
DigiTech® Clean Tube
DigiTech® Metal
DigiTech® Solo

Muito bom que o manual indica claramente os modelos simulados, dando nome aos bois, evita o trabalho de ter que ficar adivinhando a qual amplificador corresponde uma simulação chamada "britsh stack", como ocorre em outros equipamentos ". Também existe simulação de caixas acústicas, o que permite que a unidade seja usada sem amplificador, ligada direta na mesa, etc.

Os efeitos de modulação e eco também são bem legais. Gostei bastante das simulações com o phaser, tão boas quanto os pedais analógicos caros que eu tenho. Impressiona mesmo a quantidade de efeitos que essa coisinha emula (os efeitos que exigem pedais só estão disponíveis na Element XP):

Compression:
DigiTech® Compressor
Noise Gate:
DigiTech® Auto Swell Gate
DigiTech® Silencer™ Noise Gate
Distortion:
Acoustic Guitar Simulator
Boss® DS-1 Distortion
DOD® 250 Overdrive/Preamp
DigiTech® Death Metal™
DigiTech® Grunge®
Electro-Harmonix® Big Muff Pi®
Ibanez® TS-9 Tube Screamer™
Chorus:
Boss® CE-2 Chorus
DigiTech® Chorus
DigiTech® Dual Chorus
Flanger:
DigiTech® Flanger
Phaser:
DigiTech® Phaser
Pitch:
DigiTech® Detune
DigiTech® Pitch Shift
Vibrato/Rotary:
DigiTech® Panner
DigiTech® Rotary
DigiTech® Vibrato
Tremolo:
DigiTech® Tremolo
Envelope:
DigiTech® Auto Yah
DigiTech® Envelope Filter
DigiTech® Step Filter
EQ:
3-Band EQ
Delay:
Analog Delay
Digital Delay
Pong Delay
Tape Delay
Reverb:
DigiTech® Hall
DigiTech® Room
Fender® Twin Spring Reverb

Nada mal, não ?! Nesse ponto, o melhor mesmo é assistir um vídeo (não é meu !) com uma demonstração dos sons da pedadeira:





Facilidade de programação

Resta, no entanto, comentar um ponto importantíssimo: facilidade de programação. Como vimos antes, os displays da unidade são muito restritos. Isso dificulta a programação da unidade, mas, uma vez que tenhamos lido o manual com atenção e compreendido os recursos e fundamentos da pedaleira, não é muito difícil programar ou ajustar os patches. A melhor maneira, na minha opinião é procurar um patche com o som próximo daquilo que vc deseja e então, usando os botões de edição da unidade, fazer os ajustes necessários até chegar no som que vc quer. A facilidade de programação vem do conceito de "presets" pré-definidos. Isso quer dizer que, ao invés de ajustar cada efeito em seus parâmetros básicos, você apenas escolhe entre cerca de 9 opções pré-definidas, em gera começam da mais simples até a mais radical. Tudo tem um lado bom e outro ruim. Nesse sistema, você ganha em facilidade de programação mas perde em flexibilidade. Se quiser mais flexibilidade, vai ter que procurar uma pedaleira mais completa.


Outros recursos

A unidade ainda vem com afinador e com uma bateria eletrônica com vários presets de rock, jazz, country, etc, sendo possível o tempo dos mesmos. Merece também ser dito que o manual é bom (em português !). Ponto também para a qualidade da embalagem


Conclusão

Amigos, estamos falando de um pedal que custa entre R$ 250 a R$ 300, com um som miraculoso e uma quantidade enorme de recursos ! É um equipamento com qualidade profissional ? Pode ser usado em shows ? A resposta é SIM ! Com certeza é um equipamento muito adequado para os iniciantes.


Alternativamente também dê uma olhada em...

Existe uma versão chamada Digitech Element XP, cuja diferença é que vem com um pedal de expressão embutido, um pouco mais cara mas em compensação permite que se use os efeitos wah-wah e whammy (esse, uma especialidade da Digitech). 



Sugiro também que quem está pesquisando comprar pedaleira dessa categoria que teste as pedaleiras Vox Stomplab, testei apenas na loja mas gostei MUITO mesmo desse equipamento, são um pouco mais caras e a proposta do equipamento não é exatamente a mesma da Element, mas possuem um visual mais elaborado além da magia do nome da VOX.



Teste as duas e decida qual gostou mais !



É isso, abraços a todos !

Mad