sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

How to Spot a FAKE Fender in Seconds!

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Ricardo Silveira - 6º Festival Choro Jazz

Vale a pena assistir, além do guitarrista, um dos melhores do Brasil, o destaque é  o som transcendental dessa PRS Hollowbody II, que inclui um sistema de captação piezzo que permite tirar sons de violão na guitarra, inclusive misturando esse som com a saída dos humbuckers, gerando uma variedade de timbres incrível, está aí uma guitarra que vale o que custa !

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Ainda madeiras, agora segundo a Fender...

http://www2.fender.com/experience/tech-talk/tech-talk-ash-and-alder/

destaque:

ALDER

"Fender adopted alder for electric instrument bodies in mid 1956, not because of a detailed scientific evaluation of its sonic properties, but probably for no other reason than it was there; that it was readily available and more affordable than ash. Ever since, it is the body wood for the majority of Fender electric instruments. It was and still is a very good choice."




domingo, 25 de setembro de 2016

A madeira do corpo tem influência no som da guitarra ?! (Final)

Olá !

Nessa semana em que nosso Blog completa 4 anos de existência, finalmente apresento a conclusão do artigo sobre a influência das madeiras no timbre.Na primeira parte do artigo (leia aqui), vimos que alguns colocam em dúvida a influência da madeira utilizada na construção do corpo de uma guitarra sólida no timbre final do instrumento. Já na segunda parte, (leia aqui), pedimos até ajuda dos alienígenas para discutir alguns fatores que podem evidenciar a influência da madeira do corpo no timbre do instrumento...

Concluindo o assunto, vou apresentar algumas observações e opiniões pessoais para ajudar aqueles que acreditam nessa influência na hora de adquirir uma guitarra.

Guitarras antigas = Madeiras secas !

Tendo tocado em muitas guitarras, observei que só algumas pouquíssimas realmente têm aquele timbre diferenciado que procuramos. Analisando esses instrumentos, não tenho dúvidas de que as madeiras fazem a total diferença no som final. Toquei em duas stratocasters que realmente me impressionaram bastante, coincidência ou não, as duas eram Fenders americanas fabricadas nos anos 70, uma delas tinha um belo corpo em ash com acabamento natural (idêntica a que o Blackmore tocou no California Jam) e a outra teve o seu corpo grotescamente recortado, quem seria o louco que fez um mutilação dessas. No entanto, o som era incrível.

Além da idade, essas stratocasters tinham outra características em comum: eram bem leves. Já falei aqui no Blog que uma stratocaster equilibrada pesa entre 3,9kg e 3,6kg (o que não quer dizer que as que estão fora dessa faixa sejam necessariamente ruins). Pois bem, as duas guitarras em questão deveriam estar no início da faixa, sendo que a segunda era ainda mais leve pela mutilação do corpo.

Muito bem, qual seria a suposição para a qualidade do som das guitarras ? Primeiramente, madeiras secas. Em segundo lugar, não podemos ignorar também que os captadores originais de alnico se desmagnetizam ao longo do tempo, alterando o seu timbre e soando mais vintages... Estamos falando de guitarras com 30, 40 anos de idade...

Os fabricantes de guitarras de qualidade costumam (ou costumavam...) usar madeiras envelhecidas para montar seus instrumentos, quando não faziam isso, secavam as madeiras em estufa pelo tempo que fosse necessário.

Olhem, é claro que as guitarras baratas fabricadas na ásia não observam esse quesito, os caras pegam a madeira disponível, montam a guitarra e ponto final. Já via até mofo dentro de guitarras assim... Ora, a umidade da madeira vai influir no som do instrumento. E é por isso que eu acredito que o som da guitarra pode melhorar com os anos, na medida em que as madeiras vão perdendo a umidade para o meio ambiente, isso já aconteceu com instrumentos meus.

Densidade da Madeira

Uma outra questão muito interessante é a densidade da madeira do corpo. Pessoalmente, acredito que a densidade da madeira é mais importante do que o tipo da madeira em si. Percebi isso analisando duas coisas: 1) fazendo upgrades em stratocasters de baixo custo com o corpo em basswood, percebi que aquelas que tinham um peso mais próximo das stratocasters feitas com madeiras tradicionais (alder e ash) tinha um resultado muito bom, soavam como stratocasters clássicas, já as que eram muito pesadas ou muito leves não tiveram um bom resultado. 2) as stratocasters feitas com madeiras brasileiras (freijó, cedro, mogno) não soam muito como stratocasters clássicas, possuem o som mais grave, por vezes "abafado", isso não quer dizer que sejam ruins, são só diferentes mas costumam decepcionar alguns compradores, no entanto, as que possuem o corpo feito em marupá já soam mais próximas ao alder, não coincidentemente, o marupá é madeira que tem o peso mais próximo ao do alder...

Algumas Conclusões Práticas

Então vamos usar o que foi aprendido na hora de comprar um instrumento. Vamos supor que preciso comprar uma stratocaster e meu dinheiro só dá para pegar uma chinesinha com o corpo em basswood...

Sabemos que a densidade da madeira é muito importante, então o primeiro cuidado é comprar uma que tenha o corpo com a espessura padrão das Fenders, ou seja, 4,5 cm. Mais uma vez, isso não quer dizer que uma guitarra um pouco mais fina seja necessariamente ruim, mas já que vamos comprar uma, vamos pegar logo uma com a espessura correta !

Depois, vamos escolher uma que tenha um peso dentro da faixa que eu citei acima (3,6/3,9 kg). Bem, vc não vai levar uma balança para loja, mas procure ter uma noção pegando, digamos, uma sacola com 3,5kg de alguma coisa !

Por fim, pense na possibilidade de pegar uma guitarra usada, fabricada nos anos 90 ou anos 2000, o Mercado Livre está cheio delas e são mais baratas ainda mas só faça isso se contar com alguém experiente (seu professor ?) para te ajudar a escolher pois comprar guitarra usada sempre traz riscos....

A pergunta que não quer calar !

E  por fim, vamos responder a pergunta que  nos propusemos no início da serie: "uma strat com o corpo de basswood pode soar como uma boa strat de alder ou ash ?"

Na minha opinião pode SIM, por que não poderia, observadas as conclusões acima ? É claro que terá que ter bons captadores, ferragens, etc.

E que não acredita pode conferir nas centenas de vídeos no youtube que mostram stratocasters feitas em basswood com um timbre maravilhoso de strat, como esse abaixo.

É isso abraços a todos !

Mad


quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Basswood vs Alder - Guitar Tonewood Comparison!

Olá !

Em breve estarei postando a parte final do artigo sobre a influência da madeira, vamos aproveitar então para assistir esse vídeo postado por um guitarrista do Canadá, muito interessante para a retomada da discussão.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Stratocaster HH, a saga !

Olá !

Muito bem, vamos trabalhar um pouquinho ?!

Sei que estou devendo a conclusão do artigo sobre a influência das madeiras no timbre mas finalizei há poucos dias um upgrade que ajudou a firmar algumas opiniões sobre o tema, portanto, vou postar sobre esse upgrade antes de finalizar o artigo sobre madeiras, ok ?

Então, sempre tive muita curiosidade e vontade de ter uma stratocaster com a configuração HH (dois humbuckers) ao invés de SSS (3 singles). A razão disso não é bem ter uma stratocaster para tocar "sons mais pesados", em primeiro lugar porque não toco esse tipo de música, segundo que bastaria ter uma SSH e usar o humbucker da ponte, para sons mais pesados é uma solução mais simples e eficaz.

A questão é que toco muita Mpb e jazz e gosto do som mais encorpado de um humbucker no braço então uma stratocaster com dois humbuckers sempre me pareceu uma boa ideia.

A vontade de ter uma aumentou quando tive oportunidade de tocar em uma Fender Big Apple, uma stratocaster americana que apesar de sensacional, deixou de ser fabricada.

Fender Big Apple

Olha, vou dizer uma coisa, a Fender fez um grade trabalho com esse projeto da Big Apple. Primeiramente, escolheu cuidadosamente os humbuckers que seriam adequados para uma stratocaster nessa configuração, depois, montou um esquema de chaveamento que permitia conseguir tanto os sons dos humbuckers quanto os timbres dos singles, chegando assim em um instrumento que oferecia sons mais encorpados e timbres tradicionais em uma única strato.

Como isso foi feito ? Os humbuckers escolhidos foram o Seymour Duncan 59 para o braço e o Pearly Gates Plus para a o ponte, esse último resultado de uma parceria entre a Fender e a Duncan, chegando naquilo que deveria ser o humbucker ideal para a ponte de uma stratocaster, até o espaçamento dos pólos era ajustado para essa aplicação. Maiores detalhes sobre esses captadores podem ser encontrados na internet.

Já o chaveamento dos captadores também foi muito bem bolado, usando uma "superswitch", que é uma chave especial com 4 pólos e 5 posições (a chave padrão tem 1 pólo e 5 posições).

Vejam:



Notem que com a chave na posição 4, as bobinas internas (a de baixo do HB do braço e a de cima do HB da ponte) são combinadas em paralelo para obter um som parecido com a stratocaster padrão com a chave na posição 1. Já com a chave na posição 2, o HB do braço é splitado, ficando a bobina de cima para atuar como um single.

Devo dizer que nunca gostei muito do som de humbuckers splitados mas essa guitarra soava extraordinariamente bem, acredito que muitos strateiros tradicionalistas iriam concordar comigo se tocassem em uma...

Big Apple, tentativa #1: montagem em uma Fender American Standard

Muito bem, empolgado por essa ideia, comprei os dois humbumckers (eram tempos de dólar barato...), um escudo HH e instalei na minha Fender American Standard, afinal, uma Big Apple nada mais é do que uma American Standard com um escudo diferente !

Infelizmente não consegui a superswitch na época e o escudo (comprado na GFS) não era padrão, só permitia dois potenciômetros, então projeto ficou meio capenga, pois só conseguia o som de humbuckers. Mesmo assim gostei, porém, logo enjoei daquela configuração e voltei a Fender para a configuração SSS e assim ela está até hoje.

Por sorte, tem um pequeno vídeo que eu gravei dela com o escudo HH na época, infelizmente a qualidade da gravação não é das melhores, sou ruim com essa coisa de gravação mas dá para ter uma ideia de como o timbre da guitarra ficou:



Como vocês podem conferir no vídeo, ficou um timbre bem legal para jazz mas a verdade é que eu não empolguei muito com o resultado e esqueci esse assunto por anos...

Big Apple, tentativa #2: montagem em uma Eagle antiga

Mas... O fato é que eu fiquei com os dois captadores, ou melhor, com o um, porque o SD 59 foi roubado por um Luthier (ou ladrão) que atua na região do triângulo mineiro chamado Gustavo, cuidado com esse cara, roubou uma Yamaha minha e várias peças...

Resolvi então fazer uma segunda tentativa com esse projeto. Comprei um captador Malagoli Classic 59, que é quase um clone do SD 59 e resolvi montar usando uma Eagle antiga, daquelas que ainda possuem o headdstock no formato da Fender, Eu já tinha feito um upgrade em uma (clique aqui para ler) e fiquei impressionado com qualidade do braço da guitarra e o resultado final. Durante um tempo fiquei fuçando o Mercado Livre até achar uma usada (por R$ 250 !) exatamente igual a anterior, só que de cor azul !

Encomendei ainda um escudo HH da Eyguitar, esse sim um escudo de alta qualidade idêntico aos das Big Apples originais.

Com as peças em mãos, apenas blindei a guitarra com tinta condutiva, montei a parte elétrica e regulei. Vejam como ficou linda !

Eagle "Big "Apple" !
Antes de prosseguirmos, vale a pena falar um pouco dessa guitarra, assim como a verde do post citado anteriormente, o braço é extremamente confortável e a guitarra tem um bom acabamento, curiosamente o corpo parece ser em alder, ao contrário da anterior, que era provavelmente basswood, com um peso bem próximo da minha Am Standard. A guitarra soava bem até com os captadores originais, Coloquei nela ainda uma ponte com big block da Eyguitar, baratíssima e de ótima qualidade (essa aqui) e saddles de aço da GFS.


Problemas

Infelizmente aconteceu uma tragédia quando eu montei essa guitarra, embora a Eagle possua o chamado "piscinão", que é a cavidade dos captadores escavada completamente para permitir o uso de qualquer configuração (há quem não goste mas até minha Fender é assim !), as cavidades são recortadas o mínimo possível e a cavidade que acomoda a switch é muit estreita, assim, quando fui encaixar o escudo, acabei forçando um pouco e superswitch acabou quebrando...

Por sorte, eu tinha uma megaswitch Schaller (dessas aqui) e consegui adaptar ela (não sem antes quebrar muito a cabeça !) para funcionar exatamente como a superswitch !

Tem um detalhe muito interessante nesse wiring, os pólos magnéticos das bobinas dos captadores precisam estar com a polaridade alternadas para que haja cancelamento de ruído na posição 4 da superswitch, exatamente como acontece nas strats SSS, vejam bem, isso não é padrão nos captadores, então ou vc monta um dos captadores invertidos (como eu fiz com o HB do braço na foto acima, notem como os pólos com fenda estão na bobina de baixo e não na de cima) ou desmonta o captador e inverte o magneto (não é muito difícil, existem vídeos no y2b ensinando). Acabei depois invertendo o magneto e voltando o captador para a posição correta. Futuramente podemos discutir essa questão de polaridade e wiring dos humbuckers.


Testes


Gostei demais do som splitado dos humbuckers, mas muito mesmo ! Às vezes ligo a guitarra só pelo prazer de escutar o som dela !

Uma lição importantíssima que eu aprendi é que para uma strat HH ter uma dinâmica e timbre que satisfaçam os strateiros da velha guarda como eu, os humbuckers devem estar bem baixos, mais baixos do que seria recomendável, mas foi só assim que eu consegui fazer essa strat HH soar de modo que todas as posições da chavem me agradassem, lembre-se disso, abaixem os captadores !

Porém... Mesmo com os captadores baixos, ainda não estava totalmente satisfeito com o captador do braço funcionando como humbucker, sei lá, sentia uma certa dimensão de graves que me incomodava. 

Resolvi então colocar uma mod que não faz parte do projeto original da Big Apple, um controle de tonalidade duplo que permite filtar também os graves, tinha visto isso há muito tempo no site do Joe Gore e resolvi tentar:


Bingo ! Aí sim consegui o som que queria da guitarra, ficou 100% !!!


Conclusão

Tendo tocado com esse instrumento em vários ensaios, posso garantir que esse projeto resulta em uma stratocaster que não é apenas uma curiosidade, é um instrumento com uma gama enorme de timbres que vai agradar tanto os strateiros tradicionais quanto os que gostam de um som mais pesado. O Pearly Gates Plus é um captador fantástico, infelizmente caro demais e raro de achar mas creio que se pode pesquisar substitutos.

Pensei que se o projeto com a Eagle ficasse legal que compraria uma Big Apple de verdade (usada, pois não são mais fabricadas, existem as Blacktop mas que possuem outra proposta) ou então que instalaria esse escudo em uma outra Fender mas... para quê ?!... Uma Big Apple deve estar custando (usada) uns 7 mil e a Eagle soa tão bem quanto as guitarras caras, é linda e tem um braço que eu gosto, então, seja benvinda a família, Eagle Big Apple !


É isso, ufa, abç a todos !

Mad

* * * Atualização - 03/09/2016 * * * 

Gravei um pedaço do ensaio da minha banda em que toquei com essa Eagle, o som foi gravado direto com um Windows Phone Lumia 640XL mas a qualidade ficou boa, dá para avaliar o timbre da guitarra, foi usado o captador do braço splitado para soar como single:


quarta-feira, 22 de junho de 2016

Análise de estilo: Hank Marvin

Quem foi o herói da guitarra original ?!

Está aí uma pergunta difícil, se formos regredir até a década de 60 podemos pensar em Jimi Hendrix, Eric Clapton, ou, voltando ainda mais, talvez George Harrison, ou talvez alguém ainda mais antigo, da época do rockabilly como Chuck Berry, Buddy Holly ou James Burton e Scott Moore, guitarristas de Elvis...

Mas existiu uma banda inglesa chamada The Shadows, formada no fim dos anos 50 que teve uma enorme importância na história do Rock, pois,  além de ter popularizado o formato do grupo de instrumentos elétricos com baixo, bateria e guitarra, lançou dezenas de singles de enorme sucesso.

O trabalho da banda era interessante pois lançavam basicamente singles instrumentais (embora pudessem cantar muito bem, se necessário) com melodias e arranjos muito bem elaborados.

Mas... O mais impactante do The Shadows era o seu guitarrista solo, o lendário Hank Marvin ! Esse cara foi o primeiro inglês a comprar uma Fender Stratocaster, um instrumento que aos olhos da época mais parecia uma arma alienígena, enlouquecendo uma plateia onde estavam todos os futuros grandes da guitarra inglesa, como Jeff Beck e Tony Iommi !

Não sei dizer que foi o "original guitar hero" mas garanto que se você perguntar isso a um inglês ele vai apontar para Hank!

E o que podemos aprender com Hank Marvin ? Primeiro vamos prestar atenção ao seu timbre clean único, formado por camadas de delay, chegando no inconfundível "som submarino" !

Outra característica interessante é que os solos Hank são muito mais vinculados às melodias cuidadosamente construídas e aos arranjos, embora ele seja um grande improvisador quando quer.

Mas a maior característica de Hank Marvin é o seu domínio da alavanca da Fender Stratocaster, reparem, ele não larga a alavanca quase que em momento nenhum e usa ela em quase todas as notas que toca ! Na minha opinião ele é o melhor do mundo nisso, pela sutileza com que manipula a ponte, criando notas e efeitos tremendamente expressivos !

Aprender as músicas do The Shadows também é uma grande maneira de treinar a interpretação na guitarra !

Vamos ver então um show de 2004 com o The Shadows original e Hank (sim, ele é a cara do Bill Gates !), com a sua eterna Strat Fiesta Red quebrando tudo, menos a alavanca, rs...

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Análise de estilo: Jeff Pevar

Temos muitos caras bons hoje, é tanta gente tocando bem que fica difícil se impressionar com um solo de guitarra... Mas se tem uma coisa que me impressiona e MUITO em um guitarrista é a intensidade e domínio sobre a dinâmica, o controle absoluto sobre a dimensão sonora e a experiência do ouvinte. Um cara que realmente faz isso é o Jeff Beck, por isso sentimos que estamos diante de um guitarrista único quando o vemos tocar !

Mas, felizmente, Jeff Beck não é o único, Jeff Pevar é um guitarrista americano bem sucedido que acompanhou grandes nomes  e músico de estúdio muito requisitado, possui um comando absurdo da sensitividade e da dinâmica, um dom que está acima que qualquer desenvolvimento técnico.

Vamos ver James Pevar em dois vídeos, no primeiro (de 1998) ele toca com a lenda do country rock David Crosby e o maestro James Raymond (que depois de adulto descobriu ser filho de Crosby !), interpretando a maravilhosa "Deja Vu". O solo de James começa aos 6:03 minutos mas o melhor mesmo é escutar a performance completa do grupo e os vocais perfeitos de Crosby e Jeff Pevar. Não tenho nem como comentar o solo que esse cara fez, isso está em outro nível de musicalidade !




No segundo vídeo, bem mais recente, aparentemente gravado em um workshop, ele toca e canta uma versão estrelar de "Little Wing", comparem com a que vocês pensam ser a melhor !




segunda-feira, 6 de junho de 2016

Diferença de madeira na escala: Rosewood vs Maple - Teste Comparativo!

Vamos assistir mais uma comparação entre madeiras, dessa vez usando a mesma telecaster com dois braços diferentes, um inteiriço em maple e outro com escala em rosewood, quem conseguirá acertar o blind test?


sexta-feira, 27 de maio de 2016

I´m going home - Intro with 1962 Fender - Matthias Waßer

Uma verdadeira aula misturando frases do Alvin Lee com outros riffs derivados do rockabilly e da guitarra country, selvagem essa performance de 9 minutos !



sábado, 21 de maio de 2016

Vídeo - Dr John acompanhado por Eric Clapton e Johnny Winter

Dr. John é o exemplo maior do swing de New Orleans, uma verdadeira enciclopédia musical da vibrante mistura de estilos que caracteriza essa cidade, pianista, cantor, compositor e também - poucos sabem - um ótimo guitarrista, nesses dois shows é acompanhado por dois dos maiores guitarristas de Blues de todos os tempos, no primeiro por Eric Clapton, que dispensa apresentações e no segundo pelo gênio texano albino Johnny Winter, essa parece ter sido uma apresentação completamente improvisada. Qual dos dois blueseiros se saiu melhor acompanhando o bruxo de New Orleans ?!





domingo, 1 de maio de 2016

Pedais bons e baratos: Joyo

Olá !

Como sempre falamos aqui no Blog, é perfeitamente possível tirar um ótimo timbre utilizando equipamentos baratos. Minha filosofia com relação a pedais foi sempre de comprar produtos da melhor qualidade possível pois reconheço que os chamados 'pedais de boutique' dão um show de bola com relação ao timbre, durabilidade, etc. Porém, para a nossa sorte, nos últimos anos têm aparecido pedais de procedência asiática com boa qualidade, isso quando analisamos o timbre, potenciômetros e as chaves. Uma dessas marcas é a Joyo, facilmente encontrada no Mercado Livre ou em sites chineses como o AliExpress ou Eyguitar. É uma linha de pedais muito completa, em geral vendidos em torno de 40 dólares.

Vou deixar aqui uns vídeos matadores gravados pelo guitarrista alemão Greg Hilden, sobre o qual já falei aqui no Blog, em geral ele utiliza pedais caros mas dessa vez ele usa um Joyo Vintage Overdrive (clone do Tube Screamer) e um Digital Delay.

Escutem que som maravilhoso ele tira, vamos considerar também que o cara usa um amplificador dos sonhos e é  um dos melhores blueseiros que eu já ouvi ! Aliás, prestem atenção de como esse cara usa a dinâmica nos seus solos, mudando constatemente os captadores, controles de tonalidade e ataque da palheta, uma aula !




sábado, 23 de abril de 2016

Vídeo: Influência das madeiras, por Sergio Rosar

Olá!

Vamos assistir esse vídeo onde o fabricante de captadores Sergio Rosar fala da influência das madeiras, captadores e todo o resto, notem que as conclusões dele não são exatamente as mesmas que postamos aqui no Blog nos dois primeiros artigos sobre o tema, ele atribui uma influência mais forte ao madeiramento, porém, a visão dele se aproxima da nossa quando considera que todos os componentes acabam influenciando no timbre final, enfim, vamos assistir ao vídeo e aprender com quem realmente entende do assunto.


quarta-feira, 6 de abril de 2016

A madeira do corpo tem influência no som da guitarra ?! (II)

Olá !

Na primeira parte do artigo (leia aqui), vimos que alguns colocam em dúvida a influência da madeira utilizada na construção do corpo de uma guitarra sólida no timbre final do instrumento. Vimos também que a influência das madeiras utilizadas no braço e na escala é mais reconhecida, bem como a influência dos corpos das guitarras semi-sólidas e semi-acústicas, já que as diferenças são mais perceptíveis.

Ficamos então com a pergunta que não quer calar, afinal, a madeira de um corpo sólido influi ?

A resposta, como diria um colaborador do blog, o Giorgio, é um retumbante SIM !!!



Bem... Na verdade não tão retumbante assim... Influi, mas bem menos do que alguns imaginam...

Mas antes de discutir o quanto influi, vamos analisar dois argumentos que, na minha opinião pessoal,  são suficientes para demonstrar que a madeira do corpo influi sim no timbre final do instrumento.

O primeiro argumento é que o mecanismo que faz a madeira do corpo influir no som dos instrumentos acústicos e semi-acústicos também influi nos corpos sólidos, porém em menor grau. Pegue uma guitarra e toque desplugada, você vai sentir a ressonância do corpo projetando o som, filtrando os harmônicos, gerando um timbre... Isso é evidente, existem guitarras sólidas que soam tão bem desplugadas que dá para tocar numa boa sem amplificador, eu mesmo tenho uma dessas, uma vez um pessoal pegou ela em uma festa para tocar e cantar, mesmo sem amplificador !

Alguns podem argumentar que o som que vem dos captadores nada tem a ver com o som que você ouve quando toca a guitarra desplugada mas como vimos no artigo anterior, o som da guitarra vem do movimento relativo entre as cordas e os captadores, por causa das pertubações no campo eletromagnético gerado por esse último, porém, quando o corpo vibra ele também se move em relação às cordas, gerando variações no campo eletromagnético. Aos que duvidarem desse efeito, sugiro o seguinte experimento: peguem uma stratocaster e "calcem" os captadores, colocando um pequeno calço de madeira (podem ser feitos com pedaços de palito de picolé colados) entre o captador e o corpo da guitarra. Com isso, os captadores que originalmente ficam presos no escudo através de molas passam a fazer contato direto com madeira do corpo, realçando a influência dessa no timbre final. Esse é um truque para melhorar o som de guitarras baratas sem gastar dinheiro !

O segundo argumento se resume em uma palavra: feedback ! O que é isso ? Quando você toca em uma guitarra elétrica e o som sai pelo amplificador, as ondas sonoras do alto falante se chocam no corpo e também provocam uma vibração nele, e consequentemente, uma perturbação no som. Vejam bem, bastaria esse argumento para comprovar o anterior ! Esse choque gera um som que também vai sair pelo amplificador e gerar uma nova onda sonora, dependendo do ganho do sistema, ouvimos a chamada "microfonia" (feedback). Dependendo da densidade e outras propriedades da madeira usada, o efeito será diferente... Por isso os violões eletrificados e as semi-acústicas dão muito mais microfonia do que as sólidas mas estas últimas também dão, inclusive, guitarristas como Jimi Hendrix e Jeff Beck usam esse efeito em seus solos, vejam !


Complementando o que foi dito anteriormente, é por isso que determinados "testes" dão como resultado que a madeira do corpo não influi, para que a influência de um corpo sólido fique perceptível tem que se tocar ALTO ! Alto e limpo, hehe... Sem chance de alguém que toca com um timbre carregado de drive, captadores ativos, etc. perceber diferenças da madeira do corpo...

Muito bem,  explicado como a madeira do corpo influi, resta ainda tentar quantificar essa influência... É muito ?... É pouco... Complicado isso...

Pedindo novamente a ajuda do Giorgio, ele me passou uma lista das coisas que influem no timbre final de uma guitarra elétrica, do maior para o menor, como sabemos, ele recebe informações diretamente dos aliens então não há porque duvidar da lista ! Vamos lá ?

O 12 fatores que mais influem em um timbre de guitarra, por ordem de influência:

1 - Guitarrista
2 - Amplificador
3 - Captadores
4 - Projeto e Construção (fixação do braço, angulação do headstock, etc.)
5 - Regulagem da guitarra
6 - Madeiras do braço e da escala
7- Trastes (calibre, material, qualidade)
8 - Cordas (calibre, qualidade)
9 - Madeira do corpo
10 - Qualidade do Cabo (elemento muito subestimado mais importantíssimo)
11- Demais partes elétricas (fiação, switchs, capacitores, pots)
12 - Ponte, Saddles e Bloco

Não era bem o que você esperava, não ?... 

Mas é isso... Agora, quanto cada um desses elementos influi, aí vai depender do instrumento analisado... Acho que nem os aliens do Giorgio sabem isso ! Mas... Em um chute, eu diria que os 4 primeiros são uns 65% do som do instrumento...

Ok ?! Na próximo post seguiremos no tema, porém falando de coisas mais práticas como "uma guitarra de basswood pode soar como uma de alder", "madeiras brasileiras x madeiras importadas", etc. Por ora, deixo uma citação para vocês:

"Não se prova o óbvio ululante !"
Nelson Rodrigues

Abç a todos !

Mad