sábado, 18 de outubro de 2014

Joey DeFrancesco Trio "Never Can Say Goodbye" live at Java Jazz Festival...

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Mais um Guitar Wiring inédito !

Hi newbies !

Segue mais um guitar wiring radical usando o superswitch apresentado no post anterior. Dessa vez, valos alocar a posição 4 do Superswitch para ligar os captadores do braço e da ponte em paralelo, para conseguir o famoso timbre característico da Telecaster com a chave na posição do meio. A configuração ficaria então:

1 - Captador do braço (sem alterações);
2 - Captador do braço em paralelo com o captador do meio (sem alterações);
3 - Captador do meio (sem alterações)
5 - Captador do braço em paralelo com o captador da ponte(som de Telecaster !);
5 - Captador do meio em SERIE com o captador da ponte (simulando humbucker na ponte).

Clique para ampliar



Destaco que penso que esses dois wirings (esse e o anterior) são inéditos, hehe, pelo menos eu nunca vi estas configurações postadas em outro site, mas vai saber !...

É isso !Tio Mad mata a cobra e mostra o pau, é nóis ! 

Abraços a todos !

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Conseguindo o som de um humbucker com os singles ! Guitar Wiring radical e inédito!

Olá !!!

Bom, de início tenho que dizer que este não é um post para iniciantes, vamos tratar de um assunto mais avançado que são as alterações possíveis na parte elétrica da guitarra.

Pensei muito antes de fazer esse post, será que eu deveria colocar assuntos mais complexos em um blog para iniciantes ? A questão é que já estamos esgotando os assuntos básicos, essa é a verdade, não quero que esse seja um blog "morto", senão o máximo que eu faria daqui para a frente seria ficar atualizando os posts... De mais a mais, muitos dos leitores que começaram aqui há dois anos atrás (nosso blog completou ontem dois anos de existência!) já estão prontos para coisas mais sofisticadas, certo ?

Então vamos lá ! A parte elétrica da guitarra pode sofrer inúmeras modificações. Isso é conhecido como "guitar wiring". Vale a pena fazer ? Por que fazer ?

Bem, fazemos isso quando queremos uma sonoridade específica que não é possível de atingir com a configuração que temos na nossa guitarra. A questão é que existem dezenas de possibilidades, algumas interessantes, outras nem tanto.

O que eu acho é que esse assunto vai interessar somente para aqueles guitarristas que gostam de ficar "fuçando" as coisas (meu caso !).

Para compreender o assunto, vamos considerar o wiring (fiação) padrão de uma stratocaster. Ela vem com uma chave de 5 posições. Se a configuração dessa strat é a mais comum, SSS (3 singles), a chave (switch) vai nos dar as seguintes posições:

1 - Captador do braço;
2 - Captador do braço em paralelo com o captador do meio;
3 - Captador do meio;
4 - Captador do meio em paralelo com o captador da ponte;
5 - Captador da ponte.

Temos então 5 sons a nossa disposição com a combinação desses 3 singles. Particularmente, eu uso quase somente as posições 1 e 2, às vezes a 3 e as outras duas quase nunca. É uma questão de gosto pessoal. No entanto, alguns guitarristas gostam de algumas combinações diferentes. Por exemplo, alguns gostam da opção que permite ligar o captador do braço a qualquer momento junto com as outras combinações. Isso permite que você consiga ligar o captador do braço e o da ponte juntos, coisa que é impossível no wiring padrão, conseguindo um som próximo ao das telecasters.

Existe um site que é uma ótima compilação dos wirings alternativos, sugiro esse site a que se interesse em estudar o assunto:

http://www.guitarnuts.com/wiring/menu.php

No entanto cuidado, mexer na parte elétrica não é fácil e pode danificar sua guitarra, recomendo apenas se você possui bons conhecimentos de eletrônica e as ferramentas necessárias ! Senão, melhor consultar um Luthier ou pedir a ajuda de um amigo que conheça muito bem essa parte, ok ?

Feita essa introdução, vamos ao nosso caso. Muitos guitarristas preferem uma stratocaster na configuração SSH, ou seja, um single no braço, outro no meio e um humbucker na ponte. Isso permite que a guitarra seja usada para tocar um rock mais pesado, já que o captador humbucker tem um som mais poderoso. Ocorre que para fazer essa modificação, você tem que comprar um humbucker, trocar o escudo, pode até mesmo ter que aumentar a cavidade para o captador da ponte no corpo da sua strat, o que pode não ficar barato. Do ponto de vista estético, eu também prefiro o visual clássico de strat SSS.

Seria possível conseguir o som de um humbucker com os captadores single ?

Sim. Porque um humbucker nada mais é do que dois singles ligados EM SÉRIE. Então, se você conseguir ligar dois singles de uma strat em série, você consegue um som bem próximo de um humbucker, não exatamente igual mas próximo, e o melhor, bem usável !

O desafio é como fazer isso !

Quero uma strat que permita simular o som de um humbucker na ponte e outro no braço, e, ainda, que tenha o som tradicional das strats nas poisções 1, 2 e 3. Vamos conseguir isso se chegarmos a um wiring que permita a ligação dos singles em série. Minha proposta é a seguinte:

1 - Captador do braço (sem alterações);
2 - Captador do braço em paralelo com o captador do meio (sem alterações);
3 - Captador do meio (sem alterações)
4 - Captador do braço em SÉRIE com o captador da meio (simulando humbucker no braço);
5 - Captador do meio em SERIE com o captador da ponte (simulando humbucker na ponte).

Caramba, que wiring enfezado, teremos uma strat nas posições 1, 2 e 3 e uma Les Paul nas posições 4 e 5 ?!

 Bem, também não é tanto assim, mas o resultado ficará muito interessante !

Para fazer isso, vamos precisar de uma chave especial conhecida como Superswitch. Ela tem 4 seções de 1 pólo x 5 posições, vejam:

Superswitch

Essa switch não é barata, custa em torno de 12 dólares em sites como o Eyguitar. mas permite fazer quase todas as configurações possíveis.

Mas tem um problema. Bolar a "programação" dessa switch pode ser quase tão complicado quanto resolver um cubo de rubik !

Para resolver essa situação, criei um programa de computador, na verdade uma planilha excel onde você passa a configuração de captadores desejada e ela monta as conexões que devem ser feitas na superswitch ! Há uns anos atrás, divulguei essa planilha na extinta comunidade "Luthier Brasil (aberto)" no Orkut. O problema é que planilha contém macros e alguns levantaram a suspeita que pudesse ser um golpe para roubar senhas, coisa assim. A verdade é que esse alerta é muito válido, ninguém deve executar uma planilha com macros de quem não conhece, por isso não vou divulgá-la aqui. Imaginem se alguém tiver um problema, mesmo por outro motivo e culpar minha planilha...

Mas aqui está a tela da planilha indicando as conexões para a configuração acima:


Não vou ficar explicando como fazer a fiação, esse post não objetiva o "do it yourself", o diagrama acima deveria ser suficiente para quem entende saber o que deve ser feito, é coisa para quem sabe eletrônica.

Devo dizer que é fio para tudo quanto é lado, hehe, olhem só como ficou após a fiação estar terminada:


Como os entendidos devem ter percebido no escudo acima, o tone do meio foi desativado e um circuito Fender TBX foi usado como master tone, ou seja, atua em todas as 5 posições da chave, isso resolve em parte o problema do valor do potenciômetro diferente (recomendado 250k para singles e 500k para os humbuckers) que os singles e humbuckers exigem.

E o resultado ? Bem, ficou muito bacana ! Nada adianta eu gravar alguma coisa aqui em casa, no meu próximo ensaio vou tentar fazer um vídeo soltando o som da bichinha nas 5 posições !

Quem diria que essa strat, com esse visual tão tradicional, tem uma "surpresinha" radical no seu som, a galera vai ficar intrigada !


É isso, quanta informação hein ?! Abraço a todos !


sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Atualização do post "10 guitarras com ótimo custo/benefício para iniciantes" !

Pessoal, atualizei um dos posts mais populares do Blog, a lista das guitarras com ótimo custo/benefício  para iniciantes testadas pelo Blog, na verdade foram feitas apenas três mudanças mesmo após um ano e meio do post ter sido escrito, olhem lá e confiram quem entrou e quem saiu e porque ! Abraços a todos !

10 guitarras com ótimo custo/benefício para iniciantes !

domingo, 10 de agosto de 2014

Esperanza Spalding - AVO Session 2012

Ok, já tinha ouvido algumas coisas dessa menina, fiquei com aquela impressão de que era mais uma grande baixista, cantora, etc, mas depois que assisti esse show fiquei abismado, musicalidade simplesmente devastadora, realmente toca e canta muito mas isso se torna secundário diante da imensa qualidade das composições e arranjos, é mesmo um completo fenômeno !

domingo, 3 de agosto de 2014

Qual afinador comprar ? Usando o Smartphone como afinador de guitarra !

Olá, futuras lendas da guitarra !

Quando não existiam os afinadores eletrônicos, uma das coisas mais complicadas para um iniciante era afinar o seu instrumento. Felizmente, esses tempos ficaram para trás, nem vale a pena ficar relembrando como se fazia ! Hoje, temos afinadores sendo vendidos em todas faixas de preços, a grande maioria funciona muito bem,dentro da sua proposta. Mas... Qual comprar ?!

Para simplificar nossa análise vamos dividir os afinadores em duas categorias, os afinadores profissionais, que são utilizados para afinar a guitarra no palco e em regulagens do instrumento e os afinadores "de estudo", vamos chamar assim aqueles que são utilizados apenas para afinar o instrumento em casa ou, talvez, em algum ensaio.

Claro que se você já tiver uma pedaleira não precisa se preocupar com afinadores, ela já deve ter um afinador incluso que poderá ser utilizado tanto em casa como em shows.

Muito bem, vamos deixar para falar dos afinadores profissionais em uma outra hora e vamos abordar aqui os afinadores de estudo. Nessa categoria, encontramos os seguintes produtos:

  • Programas de computador para afinar instrumentos;
  • Afinadores tipo "box"
  • Afinadores tipo "clip" que se prendem  ao headstock da guitarra;
  • Afinadores que já vêm embutidos na própria guitarra;
  • Programas de Smartphones.

Afinador Tipo "Box"

Os afinadores eletronicos precisam captar o som da nota para avaliá-lo. Essa captação pode ser feita de 3 maneiras: 1) pelo sinal elétrico, através de um cabo; 2) Pelo som natural da corda vibrando; 3) pela captação da vibração do corpo e do braço do instrumento, que vibram junto com a corda.

Em geral, os afinadores conseguem operar captando o som através de mais de uma das maneiras citadas acima. A razão disso é oferecer um produto que sirva tanto para afinar as guitarras mas também os violões. Assim, um produto que só pudesse funcionar com um cabo elétrico não serviria para afinar violões.

Os afinadores tipo "clip" costumam funcionar captando a vibração do braço, por isso funcionam tanto na guitarra quanto no violão. 

Afinador Tipo "Clip"

Os afinadores tipo "clip" são os mais encontrados na atualidade, são práticos, muito baratos e costumam funcionar bem. O problema com esse tipo de afinador é que  não funciona muito bem quando existe barulho de outros instrumentos, o que dificulta o seu uso no palco, por exemplo, se você estiver em um ensaio e precisar afinar, pode ser que você tenha que pedir aos seus colegas de banda que façam um pouco de silêncio para que você afine a guitarra, isso aí em um show é meio complicado !.. O que não quer dizer que não possam ser usados para esse fim, vejo muitos músicos profissionais usando esse tipo de afinador em shows, apenas acho que não são o ideal para essa finalidade.

O afinador de clip que eu uso e considero o melhor é esse modelo da planet waves:

Afinador Planet Waves 
A vantagem desse modelo é que fica discretamente posicionado atrás do headstock, também capta as notas com maior precisão, por isso mesmo é um pouco mais caro.

Os afinadores tipo "box" funcionam também através de cabo, nesse caso não precisam de silêncio para afinar, o que vai complicar usá-lo em um show é o fato de que não tem como integrá-los na cadeia do sinal guitarra->pedais->amplificador, aliás até tem, precisaria de uma A-B box, mas aí é melhor comprar um pedal afinador logo de uma vez !

Os programas de computador para afinar guitarra também funcionam bem mas aí você precisa de um desktop ou um notebook. Eles funcionam com um cabo ligando a guitarra na placa de som do computador, então você vai precisar de um adaptador de plugues também.  Aqui um link para baixar um destes programas.



Smatphone como afinador de guitarra !


Por fim, se você tiver um smartphone (e quem não tem ?!), seus problemas estão resolvidos, não vai precisar comprar nada ! Estes programinhas  captam diretamente o som das cordas, e funcionam muitíssimo bem, mesmo para guitarras elétricas (claro que precisam de silêncio para afinar).

A bem da verdade, funcionam melhor do que os afinadores tipo "clip".

Por quê ? Porque tiram vantagem do imenso poder dos processadores dos smartphones ! São tão precisos que eu desconfio que seja até possível utilizá-los em regulagens como o ajuste de oitavas, mas confesso que nunca tentei, até mesmo porque tenho afinador de precisão para isso.

Aqui vai um link de um afinador para android que eu uso (Tuner - gStrings Free) que é excelente, para quem tem iPhone existem outras opções tão boas ou melhores do que este:


Tuner - gStrings Free

Para mostrar que esses programas de smartphone funcionam bem, gravei um vídeo afinando uma guitarra simultaneamente com o programa acima e com um afinador profissional Boss TU-15, notem como os dois convergem, apontando, aproximadamente, para a mesma afinação da nota (a guitarra tinha sido pré-afinada anteriormente usando o smartphone):


 Por fim, algumas dicas gerais no uso de afinadores de guitarra:
  • Quando estiver afinando uma corda, silencie todas as outras;
  • Quando estiver afinando, toque com os dedos, nesse caso funcionam melhor do que a palheta;
  • Experimente várias posições no headstock para os afinadores tipo "clip" para descobrir onde funcionam melhor.
É isso, abraços a todos !

* * * Edit 06/08/2014 * * * Pessoal, comprei esse outro afinador aqui para testar, fica atrás do headstock, assim como o da planet waves, não é tão discreto e pequeno como esse mas é muito preciso, gostei:

http://www.stringsandbeyond.com/sns1sonofsng.html

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Morre o guitarrista Johnny Winter, aos 70 anos




http://oglobo.globo.com/cultura/musica/morre-guitarrista-johnny-winter-aos-70-anos-13284680


Um dia profundamente triste para mim, sinto como se tivesse perdido uma pessoa da minha própria família, Johnny Winter é o meu guitarrista preferido e a minha razão maior para tocar guitarra, acompanho sua carreira desde os anos 70, conheço cada nota que esse músico extraordinário tocou, nunca vai existir outro Johnny Winter, esse foi o maior guitarrista de Blues de todos os tempos, um incrível virtuoso que dominava o Blues, o Country e o Rock'n Roll com perfeição.

Infelizmente, após os anos 80, a saúde do Johnny foi ficando muito debilitada devido a uma vida de excessos e sua música se ressentiu bastante disso mas os grandes discos que ele gravou nos anos 70 ficam como um legado desse gênio.



Há poucos anos atrás tive a felicidade de assistir a um show do Mestre, já bastante debilitado, mas, quando ele pegava a sua Gibson Firebird e colocava o slide em seu dedo mínimo,  aí se escutava aquele som magnífico de guitarra que nunca mais ninguém conseguirá tirar.



Vai meu Mestre, descanse finalmente em paz após uma vida tão brilhante quanto sofrida, nunca poderei te agradecer por tudo que o fez por mim, enquanto eu for vivo jamais me esquecerei um dia sequer de você e enquanto eu puder tocar uma guitarra, um pouquinho da sua música estará viva comigo, até a vista meu querido amigo !!!


sábado, 12 de julho de 2014

Análise de estilo: Cornell Dupree !

Cornell Dupree (1942 - 2011) foi um veterano que marcou a história do Rhythm and Blues americano, tendo participado de centenas de gravações e apresentações históricas e influenciado gerações de guitarristas que adotaram a música negra americana como a base do seu estilo.



Seu início foi batalhando no lendário chitlin'n circuit, acompanhando os grandes nomes da música negra em ascensão, olha, você tinha que ser muito bom para conseguir um emprego ali, no caso de Cornell Dupree quem costuma disputar a vaga de guitarrista com ele era o próprio Jimi Hendrix, na época ainda um desconhecido, já imaginou ?!! Mas vez por outra, acontecia de Cornell Dupree e Hendrix integrarem a mesma banda, onde botavam para quebrar, vejam !


Em tantos anos atuando como sideman, Cornell Dupree desenvolveu um estilo único que mistura o soul, blues, jazz, R&B, funky, rock'n roll, enfim uma síntese completa da música negra americana.

A sua maneira de tocar enfatiza os riffs rítmicos construídos em cima acordes, intervalos, double stops e oitavas, intercalando solos curtos com frases sempre muito melódicas ainda que permeada de cromatismos, o que confere um sabor "jazzy" nos seus improvisos. O uso frequente de frases com intenção maior às vezes lembra o fraseado característico do B.B. King. Impressionante também é a noção de tempo e ritmo desse cara. Chama a atenção ainda a maneira como ele ataca as cordas com os dedos, um modo de tocar mais encontrado na country music.

Percebam também como ele toca sempre em um contexto perfeitamente integrado à banda, mesmo quando é o dono da apresentação ele nunca tenta se sobressair mais do que os outros músicos, está aí uma coisa que todos os guitarristas deveriam aprender, a guitarra tem um papel definido dentro de uma banda e esse papel é na maioria das vezes mais rítmico do que tudo, tem guitarrista que acha que tem que solar alto e o tempo todo, um erro que nos dá a fama de malas entre os outros instrumentistas, e o que Cornell Dupree nos ensina é tocar para a banda !

Aqui, uma ótima lição para tocar como Cornell Dupree !

Então vamos assistir essa grande apresentação de Cornell Dupree gravada em Nova York, onde ainda toca o extraordinário baixista Will Lee e uma banda de feras !




PS: quem quiser assistir o momento mais quente do show clique no link abaixo, uma incrível versão do clássico "Signed, sealed & delivered" em que eles misturam com "Lady Madona" dos Beatles, coisa para acordar os mortos !



quinta-feira, 19 de junho de 2014

Upgrade inteligente em uma SX FST62/SST62 das antigas !

Hi newbies  !

Nos post de hoje vamos estudar mais um pouco sobre como fazer upgrades em guitarras gastando pouco e obtendo o máximo de um instrumento barato. Se você não sabe bem o que é um upgrade ou quer aprender um pouco mais sobre o assunto, leia os posts anteriores que eu escrevi sobre o assunto clicando nos links abaixo:

http://inicianteguitarra.blogspot.com/2012/12/como-fazer-upgrades-em-guitarras.html
http://inicianteguitarra.blogspot.com/2013/10/extreme-makeover-upgrade-radical-em-uma.html

A guitarra


Muito bem, a guitarra escolhida dessa vez é uma Shelter SX FST62, escolhida por ser uma strat com boas madeiras e acabamento muito bem feito, conheço bem essas guitarra e sei que os resultados de upgrades nela costumam ser muitos bons, aliás, escrevi um post bem completo sobre as strats da linha SX, se você quiser saber mais detalhes sobre essa guitarra, clique no link abaixo:

http://inicianteguitarra.blogspot.com.br/2012/11/review-sx-sst62-shelter-saiba-historia.html

A guitarra é essa belezinha aqui:

Shelter SX FST62

Foi comprada por R$ 600,00, usada no Mercado Livre. Notem que é uma SX mais antiga, ainda com o headstock no padrâo Fender, acredito que deva ter sido feita lá por 2004. Com esse dinheiro eu poderia ter comprado uma nova mas, embora não ligue muito para questão do formato do headstock, prefiro comprar guitarras usadas mais antigas que já estão com o madeiramento mais seco e estabilizado. E essa estava completamente original e em excelente estado !

Apesar disso, fica o alerta, nunca paguem preços absurdos em instrumentos usados quando o vendedor vem com aquela conversa fiada de que é uma "das primeiras", "das antigas", "das boas", vejo picaretas vendendo guitarras iguais a essa por um preço absurdo, olho vivo !


O planejamento do upgrade

Dito isso, vamos ver a melhor forma de melhorar essa guitarra sem gastar muito. Se você leu meus posts anteriores, sabe que eu recomendo jamais gastar mais do que o preço da guitarra em upgrades mas eu pretendo gastar bem menos que isso !

Os pontos mais fracos dessa guitarra são a ponte e os captadores, embora os captadores cerâmicos originais sejam bem superiores aos que costumamos ver em guitarras asiáticas. Na verdade, são captadores cerâmicos de boa qualidade, podem ser tranquilamente usados para tocar em casa, em ensaios e até em shows, seguram muito bem a onda em qualquer situação.

Mas sou um strateiro que aprecia muito o som dos captadores singles com imãs de alnico, vou, portanto, substituir os captadores.

A questão da ponte é um pouco mais complicada. A ponte dessa guitarra deixa muito a desejar. Infelizmente, substituí-la por outra é um pouco complicado porque a original não segue exatamente os padrões mais usuais na distância entre os parafusos. Na verdade, mesmo que a distância não seja exatamente a mesma, pode ser colocada uma nova ponte, o truque é colocar primeiro os dois parafusos das cordas do centro (os parafusos correspondentes às cordas ré e sol) e forçar um pouco os outros parafusos para que entrem. Mas isso tem um efeito colateral, dificilmente uma ponte que foi parafusada com os parafusos sendo forçados vai voltar exatamente a posição original depois de uma alavancada. E uma ponte que não volta a posição original não serve para nada !

Existe um outro problema mais chato nessa questão da ponte. Penso que só faz sentido trocar a ponte dessas guitarras mais econômicas se for para colocar uma ponte com o chamado "big block", que melhora bastante a entonação e desempenho da ponte. Não vou me dar ao trabalho de explicar esses detalhes porque o super Paulo May já escreveu uma matéria excelente em seu blog, não deixem de ler:



Mas... Acontece que a cavidade dessas FST62 têm um degrau de madeira que impede a colocação de uma ponte com bloco maior. Possível é mas aí teria que recortar a cavidade com uma tupia e eu não tenho essa ferramenta. Vejam o degrau na madeira, bem atrás do bloco de metal:

cavidade da ponte


Bom, nesse caso, prefiro não utilizar a ponte, vou apenas travá-la. Para não dizer que não fiz nada na ponte, vou trocar os carrinhos (saddles) por outros de aço da GFS, melhora um pouco a entonação (dizem...) mas o motivo maior é estético mesmo, acho muito feio os saddles originais !

Assim, o upgrade da guitarra consistirá no seguinte:

a) trocar os abaixadores das cordas por abaixadores tipo "roller". Por que, já que a ponte não será utilizada ? Porque acho que os abaixadores roller atenuam um pouco a desafinação quando fazemos uma bend um pouco mais forte. Claro que outros fatores influem, como o ajuste da nut. Além disso, são tão baratos que vale a pena trocá-los. O abaixadores escolhidos são esses aqui:

http://www.eyguitarmusic.com/Strat-String-Tree-Retainer-Roller-style-body-custom-Chrome_p_523.html

b) trocar os saddles originais por outros de aço conforme explicado anteriormente. Os escolhidos foram estes aqui:

http://www.guitarfetish.com/Upgrade-Stainless-Steel-Saddles-Fits-Trems-Set-of-Six_p_773.html

c) trocar os captadores por singles em alnico. Então, já expliquei que a troca será feita apenas porque gosto mais do som dos singles em alnico. Agora, vamos raciocinar juntos: um jogo de singles originais Fender, Seymour Duncan ou outra marca de primeira linha custa mais de R$ 500,00. Existem bons captadores nacionais mas também não são tão baratos assim, vão custar em torno de uns R$ 300,00 o set. Durante muito tempo, o site da Guitar Fetish (GFS) foi uma boa opção para quem procurava captadores com um bom custo/benefício, mas, com a subida do dólar (obrigado Dilma !) não estão mais tão acessíveis assim....

Nesse contexto, andei pesquisando opções realmente baratas em sites chineses. Encomendei dois sets de singles em alnico e aprovei os dois, consegui um ótimo timbre com eles, são esses aqui:

http://www.eyguitarmusic.com/Powered-by-LACE-pickup1-Set-of-Single-OpenFlat-topAlnico-VCream-Pickup-Cover_p_357.html

http://www.eyguitarmusic.com/Strat-Guitar-Pickup-WhiteSingle-Coil-pickupAlnico-VNeckMiddleBridge_p_1146.html

O primeiro set, Powered by Lace, puxa um pouco mais para o som vintage, achei muito bonito o timbre. O segundo set soa mais forte, mais puxado para os médios. São duas boas opções para upgrades em guitarras asiáticas. A qualidade da construção é boa nos dois sets. Agora pasmem, esses bons singles custam 24 e 27 dólares, respectivamente (mais o frete, é claro) os três captadores, menos de 10 dólares por captador !

É muito barato ! São tão bons quanto captadores de primeira linha ? Não, não são. Mas a diferença vai estar mais nas nuances dos timbres e no equilíbrio do set, coisa que só fica evidente quando você tem um excelente amplificador valvulado, bons pedais, cabos, etc  e bastante experiência com captadores. Assim, considero esses captadores a melhor escolha para um upgrade em um instrumento value !

d) troca da switch dos captadores. Não gosto dessas chavinhas genéricas chinesas, duram pouco e já me deixaram na mão. Existe um modelo um pouco mais caro mas com qualidade bem próxima as originais da fender:

http://www.eyguitarmusic.com/5-Way-Level-Switch-w-ScrewsFor-your-Wire-CustomQ025_p_585.html

e) blindagem da guitarra. Se você é leitor do Blog sabe que os singles captam ruídos espúrios, em especial aquele desagradável "hum' gerado pela indução da corrente alternada de 60hz oriunda da rede elétrica. A melhor forma de atenuar esse problema é fazer uma blindagem. Funciona ? Funciona, ainda que não resolva 100% do problema, porém, tem que ser feita com técnica correta pois não basta blindar, tem que saber com conectar a blindagem à parte elétrica da guitarra.

Aqui uma dica: Já blindei dezenas de guitarras, usando desde folhas de cobre, fita adesiva de alumínio, tinta condutiva e outras coisas. Na teoria, o cobre deveria funcionar melhor porque é um material que possui menor resistividade. Porém, na prática, os resultados são bem semelhantes, muito próximos mesmo. Acredite quem quiser ! Assim, tenho usado mesmo é a blindagem com a tinta condutiva pois é bem mais fácil fazer o trabalho com este método.

quem quiser aprender como blindar uma stratocaster da maneira correta, recomendo estudar o texto abaixo:

http://www.guitarnuts.com/wiring/shielding/shield3.php

f) nivelamento de trastes, cordas novas e regulagem: A guitarra precisava de um nivelamento de trastes, quase sempre é necessário fazer, principalmente em instrumentos novos.


E é só ! Embora as tarraxas não sejam das melhores não vou trocá-las, se você acompanha o blog já sabe que o problema maior não costuma ser as tarraxas em si mas sim colocar as cordas de maneira errada e isso eu não faço, hehe !

Quanto vou gastar ? Bem O material acima mais o frete sai por volta de R$ 150,00. O trabalho de luthieria (trocar as peças, blindar e regular a guitarra) eu mesmo vou fazer, acredito que um Luthier cobraria algo em torno de uns R$ 250,00 para fazer esse trabalho. Assim, o custo total desse upgrade, se considerarmos o custo do Luthier  ficaria em torno de R$ 400,00, bem menos que o preço da guitarra

Vamos ver então algumas fotos do trabalho com essa guitarra?


Corpo da SX FST¨62
Notem o que o corpo da guitarra é escavado para a configuração SSS, não tem espaço para um humbucker de tamanho normal na ponte, pode ser instalado caso um Luthier aumente a cavidade.


Corpo sendo protegido com fita crepe para a blindagem com tinta condutiva

Cavidade já blindada, sendo conferida com um multímetro


Saddles de aço instalados


Headstock com abaixadores tipo roller instalados



Ponte travada
Aqui mais uma dica: a maneira mais correta de travar a ponte seria confeccionar um pequeno bloco de madeira na medida certa pra encaixar na cavidade e impedir a ponte de movimentar. Porém, costumo usar outro método, instalo todas as 5 molas e aperto os parafusos ao máximo. Faço isso porque acredito que as molas da ponte da stratcaster formam uma espécie de "reverb mecânico", que é um dos fatores que dá o som característico deste modelo !


É isso, o resultado do upgrade foi excelente mesmo sem gastar muito, assim que eu puder gravo uns sons com essa guitarra e posto aqui, abraços a todos, qualquer dúvida é só perguntar nos comentários !



* * * Edit 03/07/2014 * * * Bem, venho tocando com essa guitarra em ensaios e o som dela ficou muito bom mesmo. Porém, as SST62 possuem um som um pouco mais fechado quando comparadas com a minha Fender americana, que é a minha referência para som de strat. A razão disso (minha opinião) é que a peça de rosewood da escala da SST62 é bem mais grossa do que a da Fender. O som fica mais encorpado, o que é legal mas sinto falta daquele timbre mais "estalado" típico das strats. Para corrigir isso, fiz duas mudanças, coloquei captadores Fender Tex-Mex, que são um pouco mais estridentes do que a captação que estava instalada e substituí o tone do captador do meio por um circuito Fender TBX. Esse circuito possibilita um reforço dos agudos, é um circuito passivo porém engenhoso que combina dois pots em um único eixo. Também instalei o TBX para que atuasse no captador da ponte, como é padrão nas Fenders.  Com essas duas mods, o som da guitarra ficou melhor ainda para o meu gosto !

domingo, 8 de junho de 2014

Pedais ou pedaleira ? os pedais analógicos (II)

Olá !!!

Como muitos reclamaram, ando sem tempo para atualizar o blog, esse período é um pouco apertado para mim, mas isso não quer dizer que o blog está abandonado, tenho respondido a todas as perguntas enviadas, espero que a partir de agora as coisas se normalizem !

Vamos falar hoje dos pedais analógicos. Se não leu a primeira parte do artigo clique aqui. Seria recomendável também você ler a série de posts sobre amplificadores, pois vários conceitos que foram explicados nela também serão referenciados aqui:

parte I
parte II
parte III
parte IV

Mas vamos lá. Quando falamos em "pedais analógicos" a que estamos nos referindo ? O meu entendimento é de que estamos falando de um circuito eletrônico projetado para trabalhar com sinais analógicos. Um sinal assim se manifesta como uma grandeza analógica, podendo assumir qualquer valor dentro uma determinada faixa, expressando assim um comportamento contínuo. Exatamente como um sinal de áudio se manifesta. É diferente de uma grandeza digital, onde um sinal analógico é convertido para um sistema binário, passando a ser representado então por uma cadeia de  sequências de "0" e "1", para ser processado então por sistemas computacionais.

Os componentes eletrônicos mais utilizados para compor circuitos analógicos são resistores, capacitores e indutores (componentes ditos passivos) e as válvulas, transistores, diodos e circuitos integrados analógicos. Na prática, pouquíssimos pedais analógicos são valvulados.

Você já viu como são esses componentes ?!

Resistores

Capacitores

Transistores


É difícil para quem não entende nada de eletrônica diferenciá-los, não ? 

Mas o fato é que esses componentes eletrônicos, combinados entre si segundo circuitos eletrônicos específicos, vão dar origem a maioria dos pedais analógicos que conhecemos. 

Fica mais fácil se classificarmos os pedais de guitarra segundo suas "famílias", ou seja, de acordo com a natureza da modificação que eles introduzem no sinal de áudio originário da guitarra. Uma classificação mais comum seria a seguinte:
  • Pedais de distorção: overdrive, fuzz, distortion, booster e simulador de amplificadores (estes últimos são mais comuns com pedais digitais mas também existem os analógicos, como o Sansamp Gt2)
  • Pedais de Eco: Delay e Reverb.
  • Pedais de modulação: Chorus, Flanger, Phaser, Vibrato, Rotovibe e outros.
  • Filtros:  Wha-Wha, Envelope.
  • Volume: Compressor, Limiter, Pedal de Volume.
  • Pedais Especiais: Equalizadores, Afinadores, Noise Gate, etc.
Os circuitos eletrônicos dos pedais que fazem parte de uma mesma família apresentam bastante similaridade entre si. Como este não é um blog de eletrônica fica meio complicado entrar no funcionamento destes circuitos, quem quiser saber algum detalhe específico é só perguntar.

A ideia do "pedal de guitarra" (também conhecido como "stompbox") nada mais é do que a construção de uma unidade autônoma para cada efeito. Assim se você quiser uma cadeia de efeitos que inclua um wah-wah, um overdrive e um chorus, muito provavelmente vai ter que comprar três pedais diferentes, embora existam pedais que implemente mais de um efeito mas aí você começa a cair na ideia de "pedaleira", não é mesmo ?

Em que ordem ligar os pedais de guitarra 

Muito bem, se vamos ter várias "unidade autônomas", teremos que interligá-las. A maneira mais comuns de interligar os pedais de guitarra é em série, ou seja, a saída ("output") de um é ligada na entrada ("input") de outro, até que o último da cadeia é ligado na entrada do amplificador.

Parece simples não ? Mas acontece que guitarristas gostam das coisas complicadas, então, a partir de agora o assunto vai complicar...

A primeira dúvida que todo iniciante é em que ordem pedais deveriam ser ligados ? 

Não existe uma unanimidade sobre este assunto, se você pesquisar sobre isso na internet, vai encontrar músicos famosos e desconhecidos fazendo recomendações diferentes... O que fazer então ?!

A minha primeira recomendação é de que os pedais de uma mesma família devem ficar juntos (na sequência) dentro da cadeia de efeitos. Isso faz sentido até porque dificilmente vc usa mais de um pedal da mesma família ao mesmo tempo. Por exemplo, sua pedalboard pode ter um phaser e um chorus mas você provavelmente não vai usá-los ao mesmo tempo. Dessa maneira, com os pedais da mesma família juntos, fica mais fácil até de "achá-los" na hora de pisar nos pedais !

Uma outra dica é que alguns pedais, em especial os pedais de distorção e alguns compressores, agregam ganho no sinal, ou seja, amplificam o sinal em um certo nível. Infelizmente, quando isso acontece, os ruídos também são amplificados juntos, em especial o chamado "hum" dos captadores singles (em geral usados nas stratocasters). Os pedais de distorção também "clipam" o sinal, ou seja, fazem uma espécie de "ceifamento" da forma da onda, em geral isso é feito fazendo o sinal passar por um circuito "clipador" com diodos invertidos em paralelo. A consequência disso é a "distorção do sinal"  e a modificação dos seus harmônicos. Por causa dessas características, recomendo colocar os pedais de distorção no início da cadeia de efeitos (na saída da guitarra), ou, pelo menos, antes dos pedais de modulação. 

Alguns recomendam colocar os pedais de compressão antes dos de distorção, eu acho que isso depende muito dos pedais que você tem mas a ideia é válida.

Já o wha-wha, alguns gostam antes dos pedais de distorção, outros depois. eu prefiro antes.

Em resumo, uma sugestão para você sequenciar os seus pedais seria partir da seguinte ordem para começar a experimentar variações:

Guitarra ->Wah -> Distorções -> Modulações -> Ecos -> Amplificador



True Bypass or not true Bypass ?!

Esta é outra questão que atormenta os guitarristas ! O que é o "bypass" ? Vimos acima que a ideia do pedal de guitarra é a de uma unidade autônoma que implementa apenas um efeito. Evidente que tem que ter o controle de quando o efeito é ligado ou não. E ainda, quando o efeito não estiver ativo, o sinal da guitarra deve continuar passando pela cadeia de efeitos. É claro não ? Senão o som não sai !

Aí é que está !... O que acontece é temos dois sistemas diferentes. O primeiro é conhecido como "True Bypass" e consiste em usar uma chave elétrica que desvie completamente o sinal da guitarra do circuito do efeito quando este estiver inativo. Assim, é como se o sinal da guitarra passasse "por fora" do pedal. O outro sistema (não true bypass) utiliza um circuito eletrônico especial conhecido como "buffer", nesse esquema o sinal da guitarra continua passando pelo circuito do pedal mesmo quando o efeito está inativo, apenas passa por um caminho diferente, ou seja, passa pelo "buffer".

A questão é que o sinal da guitarra perde alguma coisa em sua pureza original toda a vez que passa por um circuito eletrônico. Os defensores do true bypass alegam que ao utilizar uma chave desviando o sinal, este seria mais preservado. Como tudo no mundo da guitarra, não existe unanimidade de opiniões. Lembro aqui que os pedais da Boss, de longe o fabricante mais famoso de efeitos de guitarra não são true bypass. Existe ainda alguns efeitos colaterais, alguns pedais true bypass produzem um incomodo "estalo" quando são acionados. 

A minha opinião pessoal é que os pedais true bypass de fato preservam mais o som original da guitarra mas vamos lembra que isso depende muito mais da qualidade dos cabos que você vai utilizar para interligar os pedais, de nada adianta ter pedais caros e eficientes e usar cabos e conectores vagabundos que vão detonar com o seu sinal !


Comprando pedais de guitarra !


Muito bem, quando eu concluir essa série de posts sobre pedais e pedaleiras vou fazer uma análise do que eu acho mais recomendável para um iniciante. Mas vou adiantar logo a conclusão ! A minha opinião é de que o iniciante deve começar com uma pedaleira de custo mais acessível. A razão disso é que o iniciante está em um processo ainda de conhecer os efeitos e pedais de guitarra. Ora, uma pedaleira, mesmo as mais simples, permite que o iniciante possa testar e utilizar mais de 20, 30 efeitos diferentes, ele só vai conseguir isso com os pedais se gastar uma nota preta ! Uma pedaleira de entrada, digamos, uma Zoom G2 ou uma Boss Me-25 custam quase a mesma coisa do que um pedal de melhor qualidade, então fica evidente a vantagem de se começar com a pedaleira ! Mas vou detalhar o assunto futuramente, aguardem !

Mas... Existe alguma coisa nos pedais que mexe com o subconsciente dos guitarristas ! Então, se você quiser começar direto com os pedais (e não tem nada errado com isso !), vou deixar algumas dicas.

Hoje em dia, existem pedais de tudo quanto é jeito, chineses, clones, handmades, de boutique, etc. Os preços, é claro, são os mais diferentes. A oferta é enorme (ainda bem, não ?!).
  • Você pode começar comprando um overdrive, se o seu amplificador já tem reverb ou delay embutido, já dá para começar a brincar legal, um pedal que tem um ótimo custo/benefício é o Boss SD-1 Super Overdrive, pedal muito bacana utilizado por muitos músicos profissionais. Outro overdrive de custo acessível que vale a pena testar é o Digitech Bad Monkey. Para um som mais pesado, o Boss Metal Zone é um clássico, ainda que muitos o detestem, rs !... Um pedal de distorção também muito bacana é o Pro Co Rat e seus clones, produz uma ampla variedade de distorções que podem ser ouvidas nos álbuns clássicos do rock !
  • Os pedais de eco analógicos são bastante limitados, é claro que muitos guitarristas preferem o som deles mas se você vai comprar o seu primeiro delay, por exemplo, recomendo que compre um pedal digital tipo o Boss Digital Delay, eles possuem muito mais recursos do que os pedais analógicos de delay, fora que muitos pedais de delay ditos "analógicos" na verdade não o são...
  • Infelizmente, de uns anos para cá, a Boss começou a lançar pedais compactos que na verdade são unidades digitais. O problema é que ela não deixa claro isso no nome do pedal ! Por exemplo, o Boss Phaser PH-2 é analógico mas já o PH-3 é digital. Ora, se eu quiser um efeito digital compro logo uma pedaleira ! Não que esses pedais sejam ruins mas penso não ser legal interligar vários efeitos que vão fazer conversão A/D e D/A a cada entrada e saída, fora que é inviável utilizar pedais digitais com bateria, dura muito pouco.
  • A Danelectro tem uma linha bastante ampla de pedais com preços extremamente acessíveis e boa qualidade, várias versões de pedais famosos estão disponíveis neste fabricante, é uma opção para quem está começando.
  • Alguns pedais analógicos clássicos, como por exemplo "Big Muff" e "Fuzz Face" foram projetados mais para funcionar com amplificadores valvulados, por conta disso você pode ter alguma decepção ao ligá-los no seu equipamento. Procure sempre ler as reviews e pesquisar informações antes de comprar qualquer pedal !
É isso, muita informação por hoje, depois continuamos, eu sou o MadGuitarMan e você está no Blog "Iniciante na Guitarra" ! Que sorte a nossa !!! abç.








terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Pedais ou Pedaleira ? Por onde começar ? (I)

Olá !!!

Primeiro post de 2014, que este seja um ano de grandes conquistas e muita música para todos nós !

Vamos começar o ano com uma série de posts sobre pedais, pedaleiras, simuladores, efeitos, etc. O assunto é bastante extenso então vamos abordá-lo com calma, sem tentar resumir as coisas.

Nesse post, vou contar o meu envolvimento com os pedais e como minhas preferências mudaram ao longo dos meus muitos anos de guitarra. Esse Blog foi feito com o único objetivo de ajudar os iniciantes e não de promover o blogueiro, quem me acompanha há mais tempo sabe que eu quase nunca falo de mim mesmo, já chega o excesso de autopromoção que a gente tem que aguentar nos fóruns de guitarra, certo ?! Mas nesse post vou abrir uma exceção, porque acho que a minha experiência será bastante instrutiva para os iniciantes.

Então vamos lá !

Muito antes de aprender a tocar, ainda nos primeiros anos da adolescência  comecei a me interessar por eletrônica e ler as revistas especializadas. Posteriormente, fiz também escola técnica. Nessa época uma revista técnica revolucionou a área de eletrônica, a saudosa "Nova Eletrônica". Essa revista, além de publicar artigos e esquemas de montagem, também vendia os kits com peças para quem quisesse comprar e montar. Já nos primeiros números, uma série de artigos sobre áudio e efeitos para guitarra chamaram minha atenção. O autor era o hoje lendário CCDB - Cláudio César Dias Baptista, irmão do Sergio e Arnaldo dos "Mutantes" e responsável pela construção dos equipamentos e instrumentos da banda. O estilo intrigante de escrever, misturando conceitos técnicos com filosofia e humor transformaram o Cláudio no grande "guru" do áudio e do DIY (Do It Yourself) de toda uma geração. Um gênio ! E o melhor, ele prometia que os seus circuitos seriam módulos de um sintetizador de guitarras ! Imaginem a minha excitação com isso, um garoto ter a perspectiva de montar um synth no auge do rock progressivo !

E, de fato, montei vários circuitos publicados pelo Cláudio, como o Phaser, Flanger, Distorcedor, Oitavador, etc. Esses circuitos, bem como as revistas podem ser encontrados para download na internet. Assim, tomei conhecimento de que o mundo da guitarra... era mais do que a guitarra !

Quando comecei a tocar guitarra, já trabalhava e possuía grana para comprar o que bem quisesse, comecei "colecionando" os pedaizinhos da Boss, Digitech e Ibanez. Quando apareceram as primeiras pedaleiras da Zoom também fui comprando e continuei também construindo os meus próprios pedais.

Pedais da Boss ! (não tive todos, mas tive muitos desses!)

Minha primeira pedaleira, pequenina, ficava presa a correia !

Não gostava nem um pouco dessas pedaleiras antigas (as com lógica de 16 bits), o som que eu conseguia com os pedais era infinitamente melhor.

Um dia, comprei uma guitarra Brian Moore que tinha o captador especial GK da Roland embutido e permitia conexão direta com os processadores avançados das linhas VG e GR.  Comprei uma série de equipamentos dessa linha, o incrível VG8 (equipamento revolucionário para a época !), depois  o VG88,  a linha de sintetizadores midi GR-30 e GR-33. Aí então descobri que essas pedaleiras caríssimas estavam anos-luz à frente de qualquer coisa que eu já tinha experimentado ! Durante muito tempo toquei exclusivamente com esses equipamentos e fui muito feliz !

Roland VG8


Porém, quando comecei a tocar mais a sério em ensaios e shows, comecei a ter alguns problemas. Primeiramente, o medo de uma dessas pedaleiras sofisticadas quebrar no meio de um show. Eu não tinha uma reserva. Também só possuía uma única guitarra que era compatível com estes sistemas, a Brian Moore. Eram equipamentos caros, não parecia sensato um músico amador ter sobressalentes, fora o perigo de roubo.

Por conta disso, acabei voltando para os pedais. E nessa época, comecei a comprar os chamados pedais de "boutique", como os da Xotic, Catalinbread, etc. De fato, principalmente em se tratando de overdrive e distorção, estes pedais entregam um timbre superior.

Eu era então o típico músico amador que tinha uns 10 pedais caros na pedalboard, amplificadores valvulados cheios de detalhes e gastava uma grana pretíssima todo o mês comprando equipamentos e... tinha um timbre bem ruim !!!

Nessa época, algumas coisas me fizeram mudar. Primeiramente, fiquei amigo de alguns músicos profissionais, desses que tocam na noite, MPB, Jazz, etc, e vi que eles tinham uma visão completamente diferente sobre guitarras e equipamentos. Entendi que a obsessão com timbre e equipamentos é coisa de "guitarrista de apartamento", caras que estão trocando de equipamentos o tempo todo e por isso mesmo nunca conseguem acertar o seu som ! Vi que os profissionais ficam bastante tempo com um equipamento e conhecem muito bem aquilo que usam. Que o cara que sabe equalizar corretamente um amplificador consegue um timbre muito melhor do que outro que tem dezenas de pedais e processadores. Minha conclusão foi quanto mais botões existem, mais difícil é de se conseguir chegar em um bom resultado. Pelo menos para mim !!!

Decidi então simplificar minha cadeia de efeitos, passei a usar apenas um wha, um phaser, um delay e um overdrive e toquei muito tempo com essa configuração.

Porém, comecei a mudar também como guitarrista. Passei a tocar quase que exclusivamente Blues, Soul Music, MPB e um pouco de Jazz. Estilos muito chegados no som clean. Comecei também a me dedicar mais a guitarra ritmo e a harmonia. Isso me fez, aos poucos, migrar para os amplificadores transistorizados, já que mesmo a compressão leve do canal clean dos valvulados me incomodava um pouco. Entendi também que o som que eu quero pede uma Stratocaster com singles de baixíssima saída. A maneira como eu toco também foi mudando aos poucos, eu não brigo com o som da Stratocaster, tento "engordar" o som da guitarra tocando muitos intervalos, oitavas, acordes, raramente eu toco uma nota única, mesmo em um solo ! Fui então abandonando aos poucos os pedais até usar apenas o wah. Depois, nem mesmo ele !

Hoje, toco sem nenhum pedal, uso apenas uma Stratocaster, customizada e regulada por mim mesmo e um amplificador que tenha reverb de mola, sempre tocando clean, às vezes com um pouquinho de drive do próprio amp. Embora eu não seja um músico muito técnico, digo que tiro um som matador desse equipamento, tem gente que fica intrigada com isso !

Meu equipamento para um show: Uma Strat Fender e um pequeno Amp !


Muito bem, vimos então que aquele garoto que era fascinado com os pedais, que teve de tudo, hoje não usa nenhum ! Isso não quer dizer que o mesmo vai acontecer com você, cada um deve procurar o seu som, o seu caminho, seja ruim mas seja você mesmo !!!

No próximo post, os pedais analógicos, abraços a todos !



sábado, 21 de dezembro de 2013

Merry Christmas !!!

Um feliz natal para todos os amigos que acompanharam o blog em 2013, as coisas nem sempre são fáceis mas o importante é que chegamos até aqui !!! Deixo esse lindo vídeo de natal com o Mestre Greg Lake acompanhado pelo grande Ian Anderson, duas lendas maiores do rock progressivo, um grande abraço a todos !!!

 

domingo, 1 de dezembro de 2013

Review: Tagima TG530 "Woodstock"

Olá !

Nos últimos posts, apresentamos uma proposta para melhorar as reviews de instrumentos. Neste post, vamos aplicar essa metodologia na review do novo lançamento da Tagima, a stratocaster TG530, denominada "Woodstock".

Esta strat é mais uma guitarra fabricada na China e distribuída pela Tagima. Como a maioria das strats de baixo custo, esta também vem com corpo em basswood e com braço em maple. O diferencial dessa guitarra está na qualidade da pintura do corpo e no acabamento do braço, talvez por isso custe um pouco mais do que as strats chinesas com essas especificações.

Pintura e Acabamento

O corpo vem com uma pintura em PU de excelente qualidade. A guitarra que eu examinei vinha com uma pintura vermelho metálica na cor "candy apple red". Já comentei em post passado que considero esta cor a mais bonita de todas ! A tonalidade do candy apple red dessa guitarra  é muito bonita e não ha encontrei um única falha na pintura. Cheguei também a testar na loja uma da cor azul metálico, igualmente excelente. E o mesmo pode ser dito em relação ao verniz do braço, feito em uma bela tonalidade e muito bem aplicado. Este acabamento combinado com o escudo e plásticos "mint green", também de ótima qualidade, resulta em uma stratocaster realmente linda !

Tagima TG530 Woodstock



Braço e Trastes

O braço tem 22 casas e é feito em maple, porém, não em peça inteiriça, ou seja, a escala é esculpida em uma peça à parte. Não entendo bem o porque dos fabricantes fazerem isso, presumo que é por uma questão de facilitar a linha de produção, um mesmo braço pode ser usado para receber escala clara ou escura, segundo a demanda dos pedidos. Tenho uma certa reserva quanto a isso, preferiria que viesse em peça única mas não tenho elementos para dizer se o timbre pode ser comprovadamente afetado por essa construção.

Detalhe da do braço em maple, com escala em peça separada

A marcação dos dots é preta e os trastes médios. A nut é plástica.

detalhe do braço e dos trastes


Parte Elétrica

Já a parte elétrica traz 3 singles cerâmicos. Curiosamente, a primeira vez que eu vi essa guitarra na loja, tive quase certeza que ela vinha com captadores em alnico quando toquei nela. Realmente a aparência externa dos singles deixa dúvida se são de alnico ou cerâmicos mas mas quando abri essa da review comprovei que são, de fato, singles cerâmicos.

Aparência externas dos captadores

Parte Elétrica: captadores cerâmicos

Porém, achei o timbre dos singles legal, a guitarra entrega um som de strat bem convincente com os captadores originais. 

* * * Editado - um leitor informa (vejam nos comentários) que a guitarra deveria vir com os captadores em alnico, como está descrito no site de algumas lojas e que a Tagima se prontificou a substituir os captadores cerâmicos por um set em alnico. Entrei em contato com a Tagima e vamos confirmar esta informação. Neste caso, a guitarra ganharia muito em atratividade ! * * * 

* * * Edit 04/12/2013 * * * Então, recebi a resposta da Tagima nos seguintes termos: 

"Em 04/12/2013 09:20, Williamar Campos Ambrosio escreveu:
Ola tudo bem?
Peço desculpas pelo erra , mais esse modelo possui captador com imã cerâmico e não alnico. Esse foi uma erro de copiar e colar na hora de fazer a descrição que infelizmente deixamos passar desapercebidos .
Abraço."
Acho lamentável esse tipo de posicionamento  mas já esperava por algo do tipo, afinal, mostra bem como as empresas brasileiras tratam o consumidor. Montar uma fábrica, treinar operários e controlar a qualidade dos produtos é algo um tanto complexo. Já encomendar instrumentos chineses e conferir o que recebeu deveria ser algo bem mais simples, mas, com certeza, mesmo isso deve estar além da capacidade de quem tem dificuldades em copiar e colar.... Alguns sites onde o consumidor é enganado, digo, informado que a guitarra vem com captadores em alnico:

http://www.carneiromusic.com.br/produto/3328-guitarra-tagima-woodstock-series-tg-530-sg
http://www.musicacenter.com.br/ecommerce_site/produto_6624_10826_Guitarra-Tagima-Stratocaster-Woodstock-Series-TG530
http://www.mundomax.com.br/guitarra-woodstock-series-tg530-verde-tagima
http://eurosoundmusical.com.br/index.php/guitarra-tagima-tg-530-woodstock-series-surf-green-1156.html
http://www.elomusical.com.br/2011/4,CORDAS/48,Guitarras/8819,GUITARRA_TAGIMA_WOODSTOCK_-_TG-530_MR_VERMELHO_METALICO_


E fim de papo ! * * * 

A fiação, potenciômetros, switch e capacitor estão ok.


As tarraxas são seladas e aparentam ser de boa qualidade, vêm com o logo da Tagima e também não vejo a menor necessidade de trocá-las. A parte traseira do headstock vem até com serial, hehe !

Headstock - detalhe das tarraxas seladas

Já a ponte vintage possui os carrinhos com qualidade razoável, porém, como acontece nas guitarras nessa faixa de preços, o bloco da ponte não é do tipo "big block" e sim uma peça mais fina e com menor massa. Esse detalhe afeta negativamente o timbre do instrumento.

Close da ponte

Detalhe traseiro da ponte e do bloco

Sempre existe a possibilidade de fazer um upgrade da ponte ou apenas do bloco (o site guitarfetish.com vende blocos de boa qualidade que podem ser adaptados). Pessoalmente, prefiro outra solução. Considero que a ponte vintage de 6 parafusos, mesmo sendo de boa qualidade e corretamente regulada não consegue entregar a mesma performance de uma ponte pivotada. Neste caso, acho mais vantagem travar a ponte com um bloco de madeira cortado especialmente para isto. Pretendo fazer um post em breve sobre o travamento da ponte. Com a ponte travada, minha experiência mostra que não há necessidade mexer no bloco.


Setup e Ajustes

A guitarra veio com as cordas muito altas, foi necessário ajustar o tensor. Com as cordas na altura correta, identifiquei trastejamento apenas em um ponto mas não cheguei a analisar se seria necessário fazer um nivelamento nos trastes, talvez sim. De uma maneira geral, o trabalho de trastes estava aceitável.

Metodologia Objetiva

Muito bem, registradas as minha opiniões sobre a guitarra, vamos aplicar a nossa planilha para estabelecer a pontuação, lembrando que  uma Fender Americana consegue uma nota geral de cerca de 8,9 nessa metologia. As notas da TG530 foram:

CONSTRUÇÃO E TOCABILIDADE 8,33
ACABAMENTO 9,00
MADEIRAS 5,98
PARTE ELÉTRICA 3,95
FERRAGENS 3,55
PLÁSTICOS 10,00

NOTA FINAL 6,20


A planilha com os detalhes da pontuação está no link abaixo:


Notem que planilha traz também algumas medidas da guitarra e a comparação com o padrão Fender.

Conclusão

Achei uma strat bem legal, mais uma boa opção para quem está começando ou mesmo para quem já toca com banda em ensaios e shows. Acho que a Tagima poderia lançar uma versão já com captadores em alnico e com a ponte com um bloco melhor, a qualidade do acabamento do instrumento justifica essa melhoria, lembro que a antiga TG635 brasileira, apesar de ter vários problemas, vinha com uma ponte de ótima qualidade com big block e nut de bronze, esse era o motivo porque muitos elogiavam o som desse modelo.

É isso, uma review bem detalhada, aqui a gente mata a cobra e mostra o pau, pau com cordas, evidentemente...

Abraços a todos !


* * * Edit 03/o2/2014 * * *  Pessoal, apenas para complementar a review, um detalhe que me passou despercebido (imperdoável, porque é evidente !), o escudo da guitarra não segue exatamente o padrão fender no shape e no número de parafusos, notem que tem 9 parafusos, um tanto estranho isso, só conhecia escudos com 11 (os mais comuns) e 8 parafusos, não que isso prejudique em algo o instrumento mas se vc quiser trocar o escudo, possivelmente os que seguem o padrão fender não vão servir, principalmente por causa da diferença de shape. A razão do escudo ser diferente é que o corpo da guitarra não segue exatamente o padrão da Fender, o "chifre" direito do corpo é um pouco mais cavado e estreito, talvez tenha sido feito assim para facilitar o acesso a parte final do braço ou talvez para previnir algum processo da Fender, vai saber... O fato é que se quiser trocar o escudo vai precisar mandar um Luthier fazer um.


domingo, 24 de novembro de 2013

Uma proposta para as reviews de guitarra !

Olá !

Vamos continuando com o assunto review.

No post de ontem vimos alguns problemas que podem comprometer a credibilidade das reviews de instrumentos, dentre eles o interesse comercial e a falta de experiência de quem faz a avaliação.

Na opinião do Blog, a  melhor solução seria criar um método que permita separar o que é fato das impressões, opiniões e preferências de quem avalia, ainda que estas também sejam importantes.

A nossa proposta é criar um critério de pontuação e julgamento que resulte uma NOTA OBJETIVA para o instrumento, conseguida esta nota aí sim podemos considerar as opiniões e impressões subjetivas.

Difícil ? Sim, mas não impossível. Para chegarmos nessa pontuação, vamos utilizar uma técnica chamada "nota percentual acumulada". Este método é utilizado para pontuar julgamentos técnicos em licitações e outras aplicações. Funciona assim: uma guitarra, no exemplo uma Stratocaster, valeria no máximo 100%. Estes 100% nós vamos dividir, digamos 25% para a construção, 10% para o acabamento, 20% para as madeiras, 25% para a parte elétrica 15% para as ferragens e 10% para os plásticos. Depois, vamos pegar cada item destes e subdividir atribuindo novos percentuais, por exemplo, a parte elétrica seria dividida em captadores, chave de seleção, potenciômetros, capacitor, fiação e blindagem. Estabelecemos mais uma vez os percentuais. Por fim, pegamos estes itens e novamente subdividimos, por exemplo os captadores seriam divididos segundo os tipos mais comuns em:

Cerâmicos Genéricos de baixa qualidade
Cerâmicos Genéricos de boa qualidade
Cerâmicos de marca de 1a Linha
Alnico Genéricos
Alnico de Marca de 1a Linha
Ativos
Noiseless
Captador Custo Shop ou "de boutique"

Estabelecidas os percentuais para cada um, bastaria o usuário marcar qual captador a guitarra possui. A nota final é obtida multiplicando os percentuais da "árvore" de divisões e somando.

Parece complicado, não ? Felizmente existem as planilhas Excel que facilitam essa implementação !

Abaixo, uma foto de parte da nossa planilha de avaliação (clique nela para ampliar):


Bacana, não ? Listar os itens a ser avaliados não é difícil, o problema é estabelecer os percentuais... Aí é que está, jamais encontraremos dois guitarristas que concordem com os percentuais que eu estabeleci, normal isso, rsrs !

Mas o caso é o seguinte, podemos discutir e estou aberto a sugestões para alterar os percentuais, caso argumentos mais fortes do que os meus sejam apresentados e quem não concordar de jeito nenhum poderá baixar a planilha e modificá-la como achar melhor, criando seu próprio critério, ok ?

Nessa metodologia, uma Fender American Standard conseguiu uma nota de 8,9 (89%)

A planilha terá ainda outras abas para registrar os dados da review, as opiniões e impressões e as fotos.

Daqui para frente, todas as reviews do blog serão feitas nessa metodologia, que ainda está sendo aperfeiçoada. Por enquanto criei apenas o modelo que serve para avaliar Strats e Teles, depois crio as outras.

No próximo post, a primeira review nessa metologia,  a da guitarra Tagima Woodstock TG-530.

Por enquanto, quem quiser dar uma olhada na planilha dessa review, clique AQUI